O dólar encerrou o último pregão de abril cotado a R$ 4,95, com queda de 0,4% no dia, consolidando um movimento expressivo de desvalorização ao longo do mês. No acumulado, a moeda americana recuou 4,38%, atingindo o menor patamar em cerca de dois anos.
Esse desempenho chama atenção do mercado financeiro, já que a cotação abaixo de R$ 5 reforça a percepção de fortalecimento do real diante de um cenário externo ainda incerto.
O que explica a queda do dólar?
A desvalorização do dólar frente ao real está ligada a uma combinação de fatores internos e externos que aumentaram o fluxo de capital para o Brasil:
- Juros elevados no país: a taxa Selic ainda em níveis altos continua atraindo investidores estrangeiros
- Entrada de capital externo: maior interesse por ativos brasileiros, especialmente ações e renda fixa
- Commodities resilientes: favorecem a balança comercial e fortalecem a moeda local
- Cenário externo mais favorável: redução da aversão ao risco global em determinados momentos
Além disso, expectativas de controle inflacionário no Brasil ajudam a sustentar o real mais forte.
Ibovespa sobe e retoma os 187 mil pontos
Enquanto o dólar recua, o Ibovespa avançou 1,39% no pregão, ultrapassando os 187.318 pontos. O movimento indica uma recuperação da bolsa após dias de maior volatilidade.
Apesar da alta recente, o índice ainda registra queda de 1,56% na semana, refletindo oscilações típicas de um mercado sensível a fatores globais. No acumulado de abril, o desempenho foi praticamente estável, com leve alta de 0,17%.
Mercado ainda exige cautela, apesar do cenário positivo
Mesmo com a queda do dólar e a recuperação da bolsa, analistas alertam que o cenário ainda não é totalmente estável. O mercado segue atento a:
- Decisões de juros nos Estados Unidos
- Dados de inflação globais
- Movimentos do capital estrangeiro
- Tensões geopolíticas
Qualquer mudança nesses fatores pode alterar rapidamente o comportamento do câmbio e da bolsa.
O que esperar do dólar e da bolsa agora?
A tendência para os próximos dias dependerá principalmente da continuidade do fluxo estrangeiro e da manutenção do diferencial de juros entre Brasil e economias desenvolvidas.
Se o cenário externo permanecer favorável, o dólar pode seguir pressionado para baixo. Por outro lado, qualquer aumento na aversão ao risco pode provocar uma correção rápida.
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