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Início » Últimas Notícias » Suzano (SUZB3) dispara 13% e pode iniciar novo ciclo de alta em 2026? Entenda o que esperar da ação
Ações

Suzano (SUZB3) dispara 13% e pode iniciar novo ciclo de alta em 2026? Entenda o que esperar da ação

Após anos de lateralização, redução do CAPEX, recompra de ações e melhora no ciclo da celulose colocam a SUZB3 no radar dos investidores.
Nathália SantosPor Nathália Santos12 de fevereiro de 20264 minutos lidos
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Suzano (SUZB3) dispara 13% e pode iniciar novo ciclo de alta em 2026? Entenda o que esperar da ação

A ação da Suzano (SUZB3) voltou a chamar a atenção dos investidores após apresentar uma valorização expressiva no dia 11 de fevereiro de 2026, acumulando ganho próximo de 13% ao longo da sessão.

O movimento reacendeu uma pergunta que vinha sendo feita há bastante tempo pelos investidores: a Suzano está finalmente pronta para iniciar um novo ciclo de alta?

Para responder a essa questão, é preciso separar a oscilação de curto prazo dos fundamentos estruturais da empresa, que seguem em trajetória consistente.

Fundamentos: uma tese de longo prazo bem definida

A Suzano construiu, ao longo da última década, uma das histórias de crescimento mais robustas do setor de papel e celulose no mundo.

A evolução da companhia impressiona:

Indicador2012Últimos 12 meses
Receita líquidaR$ 5,2 bilhõesR$ 50 bilhões
Valor de mercado—R$ 73,23 bilhões
P/L—10,98
Dividend yield—1,93%
Cotação atual—R$ 57,93
Máxima 52 semanas—R$ 58,42
Mínima 52 semanas—R$ 45,48

A receita foi multiplicada por quase dez vezes desde 2012, impulsionada por expansão operacional, ganhos de escala e projetos estruturantes como o Projeto Cerrado.

O que muda em 2026?

O início de 2026 marca uma transição importante para a Suzano.

1. Redução relevante do Capex

Após anos de investimentos elevados, a companhia anunciou redução aproximada de 18% nos investimentos para 2026, estimados em R$ 10,9 bilhões, contra R$ 13,3 bilhões no ano anterior.

Menor Capex significa maior fluxo de caixa livre, um dos principais gatilhos para valorização estrutural de empresas intensivas em capital.

2. Foco em desalavancagem

A meta é reduzir a alavancagem para 2,5x Dívida Líquida/Ebitda. Esse movimento reforça a disciplina financeira e diminui o risco estrutural, abrindo espaço futuro para maior distribuição de capital aos acionistas.

3. Programa de recompra

A Suzano anunciou programa de recompra de até 40 milhões de ações, sinalizando confiança da administração na geração de valor de longo prazo.

Recompras tendem a aumentar o lucro por ação e fortalecem a percepção de subavaliação no mercado.

Ciclo da celulose: fator decisivo no curto prazo

O setor enfrentou período de preços mais fracos da celulose nos últimos trimestres. No entanto, o cenário começa a mostrar sinais de ajuste:

  • Níveis globais de estoque encerraram 2025 em patamar reduzido

  • Empresas menos competitivas diminuíram produção

  • Recuperação gradual da demanda global

A Suzano, mais exposta à celulose do que outras papeleiras, tende a capturar de forma mais direta qualquer melhora no ciclo de preços.

Resultados operacionais: melhora clara

Mesmo em ambiente de preços pressionados, a geração operacional segue consistente.

O lucro contábil pode oscilar devido a efeitos não caixa relacionados à variação cambial, mas a geração de Ebitda e caixa operacional mostram evolução estrutural.

Com Capex menor e melhora gradual de preços, 2026 pode consolidar uma virada para resultados mais robustos.

Visão do mercado e preços-alvo

O consenso atual indica recomendação predominante de compra.

  • Preço-alvo médio próximo da faixa de R$ 58

  • Algumas projeções apontam potencial até R$ 70

  • Cotação atual: R$ 57,93

No curto prazo, a ação testa a região próxima à máxima histórica. Caso supere essa faixa com volume consistente, pode abrir espaço técnico para novas altas.

Análise gráfica: rompimento à vista?

Desde meados de 2023, SUZB3 opera em forte lateralização entre aproximadamente R$ 45 e R$ 62.

O movimento recente aproxima novamente o papel da resistência superior do canal. Um rompimento dessa faixa pode desencadear um movimento técnico relevante.

Por outro lado, sem continuidade no fluxo comprador, a ação pode permanecer dentro da lateralidade observada nos últimos anos.

A Suzano está pronta para disparar?

A tese estrutural segue sólida:

  • Vantagem competitiva global

  • Expansão já concluída

  • Capex em queda

  • Foco em desalavancagem

  • Recompra de ações

  • Possível melhora do ciclo da celulose

Após anos de consolidação, a combinação entre maturidade dos investimentos e melhora operacional pode criar o cenário necessário para que a SUZB3 deixe a lateralidade para trás.

Se esses vetores se alinharem, 2026 pode marcar o início de um novo ciclo para a Suzano.

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Nathália Santos
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Nathália Santos é jornalista e educadora financeira, com certificação em Planejamento Financeiro Pessoal. Na A Revista, escreve sobre renda fixa, quanto rende, crédito, orçamento e economia doméstica. Explica premissas, custos e riscos para ajudar o leitor a interpretar alternativas financeiras sem promessa de ganho.

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