A Taesa (TAEE11) confirmou que fará um pagamento duplo de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) em novembro de 2025, mantendo a tradição de distribuir parte expressiva do lucro aos acionistas no último trimestre do ano. A decisão vem após a empresa registrar uma alta de 1,8% no lucro líquido, contrariando as projeções de mercado.
O evento foi reforçado durante o Taesa Investor Day 2025, no qual a companhia reiterou seu compromisso com uma política de payout que pode alcançar 100% do lucro líquido, evidenciando a força de seu modelo de negócios no segmento de transmissão de energia.
A notícia também atraiu atenção internacional: a BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, mantém posição relevante na Taesa, com milhões de ações preferenciais e mais de 2,3 milhões de instrumentos financeiros vinculados à companhia — um forte sinal de confiança no desempenho futuro do ativo.
Pipeline bilionário e novos projetos no radar
Com o mercado de transmissão em expansão, a Taesa destacou um pipeline bilionário estimado em R$ 9 bilhões, composto por 30 novos estudos de projetos já em fase avançada. Esses empreendimentos fazem parte do Programa de Expansão da Transmissão (PET) e do Plano de Expansão de Longo Prazo (PELP), que indicam as obras prioritárias da ANEEL para os próximos anos.
Segundo a diretoria, o foco será em reforços de rede, digitalização de subestações e adaptação às mudanças climáticas, ampliando a eficiência operacional e a Receita Anual Permitida (RAP). O CEO da Taesa, em sua apresentação, afirmou que o segmento é essencial para a transição energética brasileira, com crescimento sustentável e previsibilidade de caixa.
A empresa tem 11 projetos em implantação, com R$ 3,5 bilhões já investidos e expectativa de gerar R$ 600 milhões adicionais em RAP, impulsionando a capacidade de geração de dividendos nos próximos ciclos.
Histórico de rentabilidade e compromisso com o acionista
A Taesa é reconhecida por sua consistência na distribuição de proventos. Nos últimos 10 anos, a companhia investiu R$ 11 bilhões e devolveu R$ 14 bilhões aos acionistas em forma de dividendos e JCP. Sua Receita Anual Permitida subiu de R$ 1,2 bilhão em 2010 para R$ 4,4 bilhões em 2025, consolidando o crescimento orgânico e o retorno financeiro estável.
Tradicionalmente, a empresa realiza pagamentos em abril, agosto e novembro, sendo o último o de maior volume e com dupla natureza (dividendos e JCP). O anúncio oficial do novo pagamento deve ocorrer após a divulgação dos resultados do 3T25 em 12 de novembro, seguido da videoconferência com investidores no dia 13.
Avaliação de mercado: Taesa segue descontada e atrativa
Com as ações TAEE11 cotadas próximas de R$ 38,00, a Taesa apresenta P/L de 7 vezes, abaixo da média setorial de 8, e dividend yield acima de 8% ao ano. Pela metodologia de Benjamin Graham, o preço justo do papel seria de R$ 17,00 considerando o valor patrimonial, o que representa potencial de valorização de quase 40%.
O dividend yield médio dos últimos cinco anos é de 10,8%, um dos mais altos da Bolsa, e o payout projetado para 2025 segue em 90%, podendo chegar novamente a 100% caso o lucro supere o guidance de R$ 1,02 bilhão.
Corretoras como XP e Genial mantêm recomendações neutras, mas reconhecem o caráter defensivo e previsível da companhia, ideal para investidores que buscam renda passiva e estabilidade em um cenário de Selic elevada (14,25%).
Análise técnica e preço teto atualizado
Mesmo após uma leve correção técnica em outubro, as ações da Taesa mantêm tendência de alta de médio prazo, apoiadas em suporte entre R$ 35,70 e R$ 36,00.
Confira o preço teto atualizado segundo a metodologia do Ativo Virtual:
| Dividend Yield Esperado | Preço Teto (R$) |
|---|---|
| 4% | 60,75 |
| 6% | 44,50 |
| 8% | 33,37 |
| 10% | 26,70 |
As ações ordinárias (TAEE3) seguem mais descontadas, oferecendo dividend yield superior, enquanto as units (TAEE11) continuam sendo a opção com maior liquidez e volume de negociação na B3.
Estabilidade, dividendos e confiança internacional
Com crescimento contínuo, investimentos robustos e uma política de payout generosa, a Taesa consolida sua posição como uma das melhores pagadoras de dividendos da Bolsa. A entrada da BlackRock e o pipeline de leilões da ANEEL reforçam o potencial de valorização das ações em 2026.
Em um ambiente de juros altos e busca por previsibilidade, a Taesa permanece como um dos ativos preferidos dos investidores de longo prazo, unindo renda recorrente, estabilidade operacional e expansão constante no setor elétrico.
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