A Azevedo & Travassos (AZEV3) vive uma nova fase de crescimento e consolidação no setor de infraestrutura e energia. A companhia anunciou o início das operações da Rota Verde Goiás, firmou um contrato bilionário com a Petrobras e conseguiu mais tempo junto à B3 para reenquadrar suas ações acima de R$ 1. Essas iniciativas reforçam a estratégia da empresa de ampliar receitas e destravar valor para os acionistas.
Início das operações da Rota Verde em Goiás
A companhia comunicou ao mercado em 29 de outubro o início das operações da Rota Verde Goiás, concessionária responsável pelas rodovias BR-060 e BR-452. A nova estrutura oferece nove postos de atendimento, ambulâncias para resgate e atendimento pré-hospitalar, serviços de guincho, veículos de inspeção e suporte operacional 24 horas, garantindo mais segurança e conforto aos motoristas.
A cobrança de pedágio ainda não começou e será informada conforme o cronograma previsto em contrato. A Azevedo & Travassos destacou que a Rota Verde representa um marco importante para o grupo, abrindo um novo braço de receita e fortalecendo sua presença no segmento de concessões rodoviárias.
Novo contrato bilionário com a Petrobras
Em 27 de outubro, dias antes do anúncio da Rota Verde, a Azevedo & Travassos (AZEV3), por meio da subsidiária Reftus, assinou um contrato de R$ 1,3 bilhão com a Petrobras, em consórcio com a Construtora Colares Linhares, com participação de 80% e 20%, respectivamente.
O contrato abrange projeto executivo, fornecimento, construção, montagem e comissionamento de sistemas de geração de energia elétrica, vapor, gás e utilidades industriais, além de subestações elétricas e sistemas de armazenamento químico. As obras ocorrerão em Itaboraí (RJ) e têm prazo de 40 meses.
Esse é o segundo grande contrato com a Petrobras, somando-se ao projeto anterior de R$ 1,8 bilhão. Juntos, os dois contratos reforçam o portfólio de infraestrutura pesada da AZEV3 e ampliam a geração de caixa futura.
Apesar disso, as ações da AZEV3 seguem negociadas em baixa liquidez, próximas de R$ 0,30, e dependem de maior visibilidade no mercado e da presença de formadores de preço para atrair investidores institucionais.
Prorrogação de prazo com a B3 e reestruturação financeira
A B3 concedeu à Azevedo & Travassos (AZEV3) a prorrogação até 30 de abril de 2026 para que as ações sejam reenquadradas em cotação acima de R$ 1,00. O prazo anterior encerraria em novembro de 2025.
A empresa informou estar conduzindo um conjunto de ações estruturais, operacionais e financeiras voltadas ao fortalecimento de sua governança, capitalização de caixa e valorização de ativos. Entre as medidas, destacam-se a reorganização societária após a saída do grupo REAG e os novos contratos nos segmentos de energia e infraestrutura.
Travassos Energia: avanço em petróleo e gás
A Travassos Energia, braço voltado ao setor de petróleo e gás, também obteve prorrogação de prazo junto à B3 e destacou avanços em seu plano estratégico. Em parceria com a PTR Victory, a companhia finalizou a aquisição de 13 campos de produção da Brava Energia, operação já aprovada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Atualmente, restam apenas etapas finais de aprovação de sistemas de medição fiscal de petróleo pela ANP. Quando concluída, a operação permitirá o reconhecimento integral das receitas e fluxos de caixa desses ativos, fortalecendo o EBITDA consolidado do grupo.
A expectativa é que a produção e geração de caixa operacional provenientes desses campos contribuam para destravar valor nas ações da AZEV3 e elevar a companhia a um novo patamar financeiro.
Mesmo com os avanços recentes, as ações da Azevedo & Travassos (AZEV3) continuam pressionadas na B3, reflexo da falta de liquidez e da ausência de investidores institucionais. No entanto, o início da operação da Rota Verde e a execução de contratos bilionários com a Petrobras podem ser os catalisadores de um novo ciclo de valorização.
Analistas acompanham de perto os desdobramentos dessas iniciativas, avaliando se o fortalecimento da estrutura operacional e financeira será suficiente para reverter o histórico de desvalorização das ações e consolidar a retomada da companhia no mercado.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias da A Revista no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.






