O discurso de “conta digital sem taxas” está com os dias contados. Em 2026, os principais bancos digitais do país começaram a aplicar tarifas de manutenção, inatividade e serviços específicos. A medida afeta milhões de usuários que abriram contas gratuitas, mas deixaram de utilizá-las por longos períodos.
Com o aumento do número de contas ociosas, os custos de infraestrutura e segurança tornaram-se altos demais para serem absorvidos pelas instituições. Assim, os bancos passaram a repassar parte dessas despesas aos clientes, especialmente os inativos.
PicPay: R$ 20 mensais após 12 meses de inatividade
O PicPay adotou uma tarifa de R$ 20 mensais para contas sem movimentação por 12 meses consecutivos.
O valor é debitado diretamente do saldo até o montante chegar a zero.
No caso de contas empresariais (PJ), a cobrança é ainda maior: R$ 30 após seis meses sem uso.
➡️ Dica: Se tiver conta no PicPay e algum saldo parado, faça uma movimentação simples — um Pix, por exemplo — para evitar a tarifa automática.
PagBank: a tarifa mais cara entre os bancos digitais
O PagBank, do grupo PagSeguro, cobra uma das tarifas mais altas do setor digital: R$ 75 por ano para contas que ficam inativas por 360 dias.
O desconto é automático e pode consumir todo o saldo da conta.
➡️ Como evitar: Faça um Pix simbólico de R$ 1 ou R$ 2 periodicamente. Isso já basta para manter sua conta ativa e escapar da cobrança.
C6 Bank: tarifas mensais em contas de pagamento e MEI
O C6 Bank diferencia os tipos de conta:
Conta de pagamento (pessoa física): R$ 10 mensais
Conta MEI/PJ: R$ 12 mensais
Contas correntes tradicionais seguem isentas de tarifa. No entanto, muitos usuários desconhecem a diferença entre “conta corrente” e “conta de pagamento”, e acabam sendo cobrados sem perceber.
➡️ Verifique: No aplicativo, cheque o tipo de conta e veja se há opção de isenção mediante movimentação mínima.
Banco Inter: limites gratuitos e taxas adicionais
O Banco Inter mantém o modelo de isenção condicional, ou seja, o cliente não paga tarifas desde que respeite os limites gratuitos.
Quando há excesso, entram as cobranças:
TED: R$ 5
Emissão de boleto: R$ 5
Segunda via do cartão: R$ 10
Apesar de não aplicar tarifa por inatividade, o Inter impõe limites mensais de Pix troco, saques e extratos. Passou do limite? É cobrado.
Banco Next: novas tarifas desde setembro de 2026
O Banco Next revisou sua cesta de serviços em setembro de 2026, passando a limitar transferências, saques e consultas gratuitas.
A partir da terceira transferência entre contas da mesma instituição, há cobrança adicional.
O banco também passou a oferecer planos pagos com pacotes maiores para quem precisa de movimentações frequentes.
➡️ Atenção: Clientes antigos também estão sujeitos às novas regras, conforme os termos atualizados no contrato digital.
Por que os bancos digitais estão cobrando tarifas em 2026
A decisão de aplicar tarifas reflete uma mudança estrutural no modelo de negócios dos bancos digitais.
Durante os primeiros anos, as fintechs priorizavam o crescimento da base de clientes. Agora, o foco está na rentabilidade e sustentabilidade operacional.
Com milhões de contas inativas e poucas receitas de uso, a cobrança de taxas tornou-se necessária para equilibrar os custos de tecnologia, atendimento e segurança.
Como se proteger das novas tarifas
Para continuar isento em 2026, o cliente precisa ser ativo e informado:
Faça ao menos uma movimentação por semestre (Pix, pagamento ou recarga).
Leia os contratos atualizados no aplicativo.
Evite deixar saldos parados por longos períodos.
Acompanhe notificações e extratos com frequência.
A promessa de “conta 100% gratuita” está desaparecendo — e 2026 consolida o início de uma nova fase dos bancos digitais, mais próximos do modelo tradicional, porém com foco em clientes realmente engajados.
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