A Petrobras (PETR4) divulgou nesta quinta-feira (6) os resultados referentes ao terceiro trimestre de 2025, confirmando as expectativas do mercado e anunciando múltiplos dividendos, divididos entre juros sobre capital próprio (JCP) e dividendos ordinários. A companhia manteve a política de distribuição trimestral de 45% do fluxo de caixa livre após investimentos, o que garante remuneração consistente aos acionistas, mesmo em um ambiente de volatilidade do petróleo.
Nos últimos trimestres, a estatal vem mantendo uma prática de pagamentos generosos, frequentemente combinando dividendos e JCP em mais de um anúncio por trimestre. Em 2022 e 2023, a Petrobras chegou a divulgar até quatro proventos no mesmo período. Em 2024, houve ainda um dividendo extraordinário, cenário que reforça a capacidade de geração de caixa da empresa.
Lucro e resultados operacionais do 3T25
No balanço do 3T25, a Petrobras apresentou lucro líquido de aproximadamente R$ 29 bilhões, sustentado por margens elevadas no refino e estabilidade do câmbio. O Ebitda ajustado ficou em torno de US$ 11,4 bilhões, alinhado às projeções da XP Investimentos e de outras casas de análise.
O fluxo de caixa livre somou cerca de US$ 2,6 bilhões, permitindo à estatal confirmar novos proventos sem comprometer a alavancagem. A dívida líquida permaneceu sob controle, reforçando a solidez financeira e a previsibilidade de distribuição de resultados nos próximos trimestres.
Valor dos dividendos e projeções
A Petrobras anunciou dividendos e juros sobre capital próprio que, somados, devem totalizar entre R$ 0,89 e R$ 1,20 por ação, dependendo da forma de arredondamento e conversão de câmbio. O valor exato será pago em duas etapas, com datas definidas após a aprovação do conselho de administração.
Com base nessas cifras, um investidor com 370 ações da Petrobras receberá entre R$ 329 e R$ 370 em proventos, o que representa um dividend yield de 10% sobre o preço atual de R$ 30 por ação. Esse retorno mantém a estatal entre as maiores pagadoras da Bolsa em 2025.
Potencial de valorização e preço teto
Mesmo após a divulgação do resultado, as ações da Petrobras seguem negociadas com desconto em relação ao valor justo. De acordo com cálculos baseados no fluxo de caixa descontado, o preço-alvo médio é de R$ 49, o que representa potencial de valorização de cerca de 65%.
O preço teto para um dividend yield desejado de 8% é de R$ 37,97, o que confere margem de segurança de 26% aos investidores. Mesmo com parâmetros mais conservadores — yield de 9% ou 10% —, o ativo continua atrativo, com projeção de retorno sólida em médio prazo.
Eficiência e novo PDV reforçam a estratégia
Além dos números financeiros, o Conselho de Administração da Petrobras aprovou um novo Programa de Desligamento Voluntário (PDV) voltado a cerca de 100 funcionários da controladora, com desligamentos previstos ao longo de 2026.
Embora gere custos no curto prazo, o programa tende a melhorar a eficiência operacional e reduzir despesas fixas nos próximos anos, contribuindo para o aumento da produtividade e da rentabilidade da companhia.
Cenário e perspectivas
Mesmo diante da queda de cerca de 30% nas ações desde 2024, causada pela desvalorização do petróleo e incertezas macroeconômicas, a Petrobras segue com fundamentos sólidos. O preço do barril em torno de US$ 80, a geração de caixa consistente e a manutenção da política de dividendos sustentam a visão positiva de longo prazo.
Analistas destacam que a Petrobras permanece como um ativo cíclico e descontado, oferecendo tanto potencial de valorização quanto renda recorrente por meio dos dividendos. Para investidores com foco previdenciário, o ativo continua entre as principais alternativas de renda passiva da Bolsa brasileira.
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