A Ducati Panigale V4 S está entre as motocicletas esportivas mais desejadas do mercado. Além do desenho inspirado nas motos de competição da marca italiana, o modelo reúne potência elevada, baixo peso, componentes sofisticados e um amplo pacote eletrônico desenvolvido para controlar seu desempenho.
Em uma experiência de pilotagem com a superesportiva, a primeira impressão foi provocada pelo porte encorpado, pela carenagem aerodinâmica e pela quantidade de detalhes. A traseira elevada, a balança de suspensão, o pneu largo e o conjunto de iluminação em LED reforçam a proposta de uma motocicleta criada para chamar atenção tanto parada quanto em movimento.
A geração atual utiliza novas carenagens desenvolvidas para reduzir a resistência ao ar, melhorar a refrigeração e preservar a carga aerodinâmica em velocidades elevadas.
Motor V4 entrega 216 cv
O coração da nova Ducati Panigale V4 S é o motor Desmosedici Stradale de quatro cilindros em V, com 1.103 cm³. O conjunto entrega 216 cv a 13.500 rpm e torque de 120,9 Nm, equivalente a aproximadamente 12,3 kgfm, a 11.250 rpm.
A resposta do acelerador é imediata. Mesmo sem utilizar toda a abertura do comando, a motocicleta ganha velocidade rapidamente e exige atenção constante. Em baixa rotação, o motor deixa evidente que não foi projetado para circular de maneira tranquila no trânsito urbano. Seu funcionamento se torna mais natural quando o giro aumenta.
O som característico do motor V4 também muda conforme a rotação sobe, aproximando a experiência daquela encontrada em veículos de competição. A entrega de potência, porém, precisa ser administrada com responsabilidade, especialmente por pilotos pouco acostumados com superbikes.

Peso reduzido aumenta a relação peso-potência
A Panigale V4 S atual pesa cerca de 187 kg em ordem de marcha, sem combustível. Isso significa que a motocicleta possui mais de um cavalo de potência para cada quilo de peso, uma relação superior à encontrada em muitos supercarros.
O peso reduzido facilita as mudanças de direção e as manobras em baixa velocidade. Entretanto, a combinação de leveza com 216 cv faz com que qualquer movimento mais brusco no acelerador produza uma reação intensa.
Algumas versões anteriores apresentavam números próximos de 214 cv e peso seco ao redor de 174 kg. Por isso, os dados podem variar conforme o ano de fabricação da unidade avaliada.
Suspensão eletrônica faz ajustes automaticamente
Um dos principais diferenciais da configuração S é o conjunto de suspensão Öhlins controlado eletronicamente pelo sistema Smart EC 3.0. A tecnologia ajusta o funcionamento dos componentes conforme o modo de pilotagem, as condições da pista e as informações recebidas pelos sensores da motocicleta.
A versão S também utiliza rodas de alumínio forjado e bateria de lítio, soluções que ajudam a reduzir o peso e melhorar a agilidade.
Na prática, a suspensão mantém a motocicleta firme em acelerações, frenagens e mudanças rápidas de direção. O acerto é esportivo e transmite as irregularidades do pavimento, mas oferece estabilidade mesmo ao passar por remendos e ondulações.
Painel TFT concentra diferentes configurações
O painel TFT reúne indicador de marcha, velocidade, temperatura, consumo, tempos de volta e diferentes parâmetros de pilotagem. A iluminação se adapta ao ambiente, facilitando a leitura durante o dia ou à noite.
O piloto ainda pode configurar modos de condução, resposta do motor, controle de tração, freio-motor, controle de largada, ABS em curvas e sistema antielevamento da roda dianteira.
O quickshifter permite trocar marchas para cima ou para baixo sem utilizar a embreagem em determinadas condições. Durante a pilotagem, basta um movimento curto no pedal para que a transmissão execute a mudança de forma rápida.

Freios Brembo e posição agressiva
O sistema de freios Brembo oferece forte capacidade de desaceleração e trabalha em conjunto com a eletrônica para aumentar o controle. O freio-motor também pode ser regulado, ajudando a reduzir a velocidade antes das curvas.
A posição de pilotagem é agressiva, com o tronco inclinado para a frente e os comandos posicionados para uso esportivo. Apesar disso, o baixo peso facilita as manobras e torna a motocicleta menos intimidadora quando está parada.
O banco é relativamente confortável para uma superbike, mas a Panigale V4 S continua sendo um modelo desenvolvido prioritariamente para desempenho. Dependendo da configuração, a motocicleta pode utilizar cobertura monoposto no lugar do assento do passageiro.
Quanto custa a Ducati Panigale V4 S?
A nova geração chegou ao mercado brasileiro com preço sugerido de aproximadamente R$ 209.990 na versão V4 S. O valor pode variar conforme concessionária, ano-modelo, equipamentos e condições comerciais.
Mais do que uma motocicleta rápida, a Ducati Panigale V4 S representa uma experiência próxima de uma moto de competição homologada para as ruas. Seu desempenho impressiona, mas exige experiência, autocontrole e respeito aos limites do trânsito.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias da A Revista no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.






