Os metalúrgicos da Embraer, fabricante brasileira de aeronaves com sede em São José dos Campos (SP), iniciaram nesta quarta-feira (17) uma greve por tempo indeterminado. A paralisação foi aprovada em assembleia após a rejeição da proposta patronal que previa apenas reajuste salarial baseado na inflação.
De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, a decisão foi motivada também pela tentativa de alteração nas regras de estabilidade no emprego para trabalhadores acidentados e com doenças ocupacionais, o que foi considerado um retrocesso nos direitos da categoria.
Ponto central da disputa
Nas negociações conduzidas pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que representa o setor aeroespacial, foi apresentada uma proposta de acordo coletivo limitada à correção salarial pela inflação acumulada. Além disso, havia previsão de flexibilizar a estabilidade de trabalhadores em condição de saúde fragilizada.
Para os sindicalistas, a proposta ignora as demandas reais da categoria, especialmente em um cenário em que a Embraer vem registrando crescimento na carteira de pedidos e projeções positivas de expansão internacional.
Impactos da greve
A greve afeta diretamente a produção das linhas de aeronaves comerciais e executivas da Embraer em São José dos Campos, considerada a principal unidade industrial da empresa. Segundo o sindicato, a paralisação busca pressionar a companhia a retomar o diálogo com propostas que atendam às necessidades dos funcionários.
A Embraer, até o momento, não se pronunciou oficialmente sobre a greve. A expectativa é de que, com a suspensão da produção, o impasse aumente a pressão para um novo acordo.
Histórico de mobilização
Este não é o primeiro embate entre os trabalhadores e a companhia. O sindicato relembra que, em anos anteriores, greves foram fundamentais para garantir conquistas salariais e benefícios importantes para a categoria. O movimento atual reforça a insatisfação com o ritmo das negociações e a preocupação com a manutenção de direitos históricos.
Próximos passos
Os metalúrgicos afirmam que a greve continuará até que a Embraer apresente uma proposta considerada justa. Uma nova assembleia será convocada para avaliar possíveis avanços. A categoria promete intensificar a mobilização e já estuda manifestações em frente à fábrica para dar visibilidade à pauta.
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