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Início » Petrobras derruba Ibovespa enquanto Embraer dispara 7%
Mercados

Petrobras derruba Ibovespa enquanto Embraer dispara 7%

Ibovespa devolveu forte alta e fechou em queda com pressão de Petrobras e petroleiras enquanto Embraer avançou mais de 7%.
Rafael CostaPor Rafael Costa16 de junho de 20264 minutos lidos
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O Ibovespa começou a semana em queda após devolver uma valorização expressiva registrada nas primeiras horas do pregão. Nesta segunda-feira, 15 de junho, o principal índice da Bolsa brasileira recuou 0,42% e encerrou aos 170.415 pontos.

O movimento chamou a atenção porque o índice chegou a alcançar 174.228 pontos na máxima, embalado pelo otimismo observado nas bolsas internacionais. A mudança de direção ocorreu ao longo da tarde, quando as quedas da Petrobras e de outras empresas do setor de petróleo ganharam força.

Na mínima, o Ibovespa chegou aos 170.351 pontos. O volume financeiro negociado durante o pregão somou aproximadamente R$ 29,19 bilhões.

Embora a perda diária tenha sido moderada, a distância entre a máxima e o fechamento mostrou a dificuldade da Bolsa em sustentar uma recuperação. O índice perdeu mais de 3,8 mil pontos desde o melhor momento da sessão.

Petrobras e PRIO lideram pressão sobre a Bolsa

A principal influência negativa veio do setor de petróleo. As ações preferenciais da Petrobras, negociadas pelo código PETR4, recuaram 5,15% e terminaram cotadas a R$ 39,06.

Os papéis ordinários da estatal, PETR3, perderam 5,30%, fechando a R$ 43,74. Como a Petrobras possui participação relevante na composição do Ibovespa, o desempenho da companhia teve impacto direto sobre o índice.

A PRIO3 liderou as perdas entre as ações do Ibovespa ao cair 6,91%, para R$ 57,10. A PetroReconcavo, RECV3, recuou 6,50%, enquanto a Brava Energia, BRAV3, registrou desvalorização de 4%.

A pressão sobre as empresas ocorreu após o petróleo Brent cair 4,76% e encerrar negociado a US$ 83,17 por barril.

O recuo da commodity aconteceu com o aumento das expectativas de redução das tensões no Oriente Médio e de retomada gradual do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. A perspectiva diminuiu o prêmio de risco que vinha sustentando os preços internacionais do petróleo.

 

Embraer dispara e lidera altas do Ibovespa

Na direção contrária, a Embraer foi o grande destaque positivo da sessão. As ações EMBJ3 avançaram 7,06% e fecharam cotadas a R$ 77,99.

O movimento refletiu expectativas positivas relacionadas a novas vendas internacionais e à possível resolução de dificuldades envolvendo motores utilizados nas aeronaves da família E2.

Investidores também acompanharam informações sobre a manutenção do planejamento da companhia aérea indiana Star Air para incorporar duas aeronaves Embraer E190 à sua frota.

A fabricante brasileira conseguiu liderar as altas do Ibovespa mesmo em um pregão marcado pela pressão sobre empresas de grande participação no índice.

Vale sobe com minério de ferro

A Vale também ajudou a limitar as perdas do mercado brasileiro. As ações VALE3 avançaram 2,51% e encerraram cotadas a R$ 81,16.

O desempenho acompanhou a valorização do minério de ferro na China. O contrato mais negociado da commodity na Bolsa de Dalian subiu aproximadamente 0,7%, sustentando papéis ligados à mineração.

A CSN Mineração também avançou, enquanto parte das empresas siderúrgicas apresentou comportamento misto.

Mesmo com a alta da Vale e da Embraer, o desempenho positivo não foi suficiente para compensar o peso da Petrobras e das demais petroleiras sobre o Ibovespa.

 

Bancos terminam o pregão em baixa

As principais ações bancárias perderam força durante a tarde. O Itaú Unibanco, ITUB4, recuou cerca de 0,40%, após ter operado em alta durante parte do pregão.

Bradesco, Banco do Brasil e Santander Brasil também fecharam no campo negativo. O BTG Pactual foi uma das exceções entre os grandes bancos e terminou em alta.

O comportamento do setor mostrou cautela dos investidores diante das perspectivas para inflação e juros no Brasil.

Focus eleva previsões para inflação e Selic

No cenário doméstico, o mercado acompanhou as novas projeções do Boletim Focus. A estimativa para a inflação brasileira em 2026 passou de 5,11% para 5,30%.

A previsão para a Selic no final do ano também aumentou, passando de 13,50% para 13,75%. Juros elevados por mais tempo podem reduzir a atratividade das ações e encarecer o crédito para empresas e consumidores.

Os investidores agora aguardam as próximas decisões sobre juros no Brasil e nos Estados Unidos. As sinalizações dos bancos centrais poderão determinar se o mercado encontrará espaço para uma recuperação mais consistente.

Dólar fecha próximo da estabilidade

O dólar iniciou o pregão em queda, mas mudou de direção ao longo do dia. A moeda norte-americana avançou 0,10% e encerrou cotada a R$ 5,07.

O comportamento do câmbio acompanhou a cautela no mercado doméstico, mesmo com a melhora do ambiente internacional.

Após devolver uma alta superior a 2%, o Ibovespa começa a semana novamente pressionado. O desempenho dos próximos pregões dependerá principalmente da movimentação do petróleo, das decisões sobre juros e da reação dos investidores às novas projeções econômicas.

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Rafael Costa
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Rafael Costa é Editor de Criptomoedas e Ativos Digitais, especialista em Blockchain e Web3, com pós-graduação em Finanças e certificações em Análise de Criptomoedas. Atua na cobertura e análise do mercado cripto desde 2017.

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