Uma bicicleta elétrica customizada com traseira inspirada em uma motocicleta de 160 cilindradas chamou atenção após receber uma série de modificações para ganhar aparência mais próxima à de uma moto. O projeto inclui nova rabeta, setas e espaço para iluminação traseira, transformando principalmente o desenho original da parte posterior da bike.
A transformação foi registrada durante todo o processo, desde a retirada de componentes até a apresentação da bicicleta já modificada. Além da estética, o projeto chama atenção para um ponto importante: alterações estruturais e elétricas precisam ser feitas com cuidado para não comprometer quadro, iluminação ou segurança do veículo.
Traseira de moto muda completamente o visual da bicicleta elétrica
O principal destaque da customização está na instalação de uma rabeta originalmente desenvolvida para motocicletas da categoria de 160 cilindradas.
A peça praticamente esconde a configuração original da traseira da bicicleta e cria um conjunto visual semelhante ao encontrado em motos urbanas. Também foram adicionadas setas laterais para acompanhar o novo desenho.
No projeto mostrado, a intenção é completar posteriormente a instalação elétrica da iluminação e da luz de freio.
Apesar de seu responsável apresentar a bicicleta como a “primeira” a receber esse tipo de modificação, não há documentação independente que permita confirmar essa afirmação. O correto, portanto, é tratar o veículo como uma customização incomum, e não como um pioneirismo comprovado.

Quadro de alumínio exige cuidado durante modificações
Outro detalhe mencionado durante a transformação foi o material do quadro.
Em vez de realizar intervenções permanentes diretamente na estrutura, foram utilizadas soluções de fixação para posicionar os novos componentes. O proprietário explicou que evitou soldagem por considerar o quadro de alumínio e pelo risco de danificar uma peça de maior valor.
Esse cuidado é especialmente importante porque modificações inadequadas podem alterar distribuição de peso, resistência dos componentes e funcionamento da bicicleta.
Para uso regular, principalmente em vias públicas, alterações que envolvam iluminação, quadro, freios ou equipamentos instalados na parte externa devem priorizar componentes apropriados e fixação segura.
Bike recebeu setas e ainda terá ligação da iluminação
Além da rabeta, o projeto recebeu indicadores de direção semelhantes aos utilizados em motocicletas.
A ligação elétrica completa, porém, ainda não havia sido concluída no momento apresentado. A proposta é conectar posteriormente as setas e a iluminação instalada na nova traseira.
O proprietário também comentou sobre a possibilidade de, futuramente, estudar algum sistema capaz de recuperar energia durante a frenagem ou pedalada. Essa possibilidade, contudo, apareceu apenas como uma ideia e não como uma função já existente na bicicleta.
Bateria chegou a 18% durante demonstração
Depois das modificações, a bicicleta foi levada para uma breve demonstração.
A bateria estava inicialmente com aproximadamente 24% de carga e caiu para cerca de 18%, limitando o período de utilização apresentado. Segundo o proprietário, quando a carga chega próximo aos níveis mínimos, o desempenho também diminui.
O vídeo ainda mostra manobras com a bicicleta. Vale destacar que manobras que reduzam o controle do veículo elevam o risco de queda e não devem ser realizadas em locais com circulação de pedestres ou veículos.

Regras para bicicletas elétricas dependem da configuração do veículo
No Brasil, a Resolução Contran nº 996/2023, que permanece em vigor, estabelece as diferenças entre bicicletas elétricas, equipamentos autopropelidos e ciclomotores.
Para ser enquadrado como bicicleta elétrica pela norma, o veículo deve ter motor auxiliar de até 1.000 W, velocidade máxima de fabricação de até 32 km/h e sistema de assistência ligado ao pedal, sem funcionamento exclusivamente por acelerador. Quando enquadrada nessa categoria, a bicicleta elétrica não está sujeita a registro, licenciamento ou emplacamento.
Veículos que ultrapassem os limites ou apresentem características diferentes podem ser enquadrados em outra categoria, incluindo ciclomotores, que possuem exigências específicas de registro, placa e habilitação.
Por isso, a aparência da bicicleta não é o único fator relevante: potência, velocidade, sistema de acionamento e características técnicas determinam sua classificação legal.
Customização transforma bike em projeto com aparência de moto
Com a nova traseira, setas e futura iluminação integrada, a bicicleta elétrica ganhou uma identidade completamente diferente.
O resultado mostra como componentes originalmente associados a motocicletas podem mudar radicalmente o visual de uma bike elétrica. Ao mesmo tempo, o projeto reforça que customização estética, segurança estrutural e enquadramento legal são aspectos diferentes — e todos precisam ser considerados antes de colocar um veículo modificado nas ruas.
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