Com o encerramento de 2025 marcado por forte recuperação no mercado de fundos imobiliários, o cenário para 2026 segue cercado de expectativas positivas. Mesmo com juros ainda elevados, diversos FIIs conseguiram entregar valorização relevante de cotas e manutenção de rendimentos consistentes, abrindo espaço para novas oportunidades.
Dentro desse contexto, alguns FIIs Base 10 — aqueles negociados próximos ou abaixo de R$ 10 por cota — chamam atenção por reunirem três características-chave: desconto sobre o valor patrimonial, diversificação de ativos e boa liquidez no mercado secundário. Esses fatores aumentam o potencial de valorização e sustentação dos dividendos ao longo do próximo ciclo.
A seguir, quatro fundos imobiliários que se destacam nesse cenário.
RBRX11: diversificação ampla e desconto relevante
O RBRX11 é um fundo imobiliário multiestratégia que combina imóveis físicos, CRIs, fundos imobiliários e ativos de desenvolvimento. Negociado abaixo do valor patrimonial, o fundo apresenta P/VP em torno de 0,85, indicando desconto relevante frente ao patrimônio.
O portfólio é bem distribuído entre tijolo, crédito e desenvolvimento, reduzindo riscos de concentração. No segmento de CRIs, o fundo apresenta pulverização adequada entre devedores, evitando exposição excessiva a um único emissor. Além disso, a liquidez elevada e a ampla base de cotistas reforçam a atratividade do ativo para investidores que buscam flexibilidade e renda recorrente.
Com eventual melhora do cenário macroeconômico e redução gradual da taxa de juros, o RBRX11 tende a se beneficiar tanto pela valorização patrimonial quanto pela manutenção dos rendimentos.
GARE11: contratos longos e alavancagem sob controle
O GARE11 é um fundo de imóveis logísticos que se destaca pela previsibilidade de receitas. Seus contratos são, em média, superiores a 10 anos e contam com cláusulas de multa integral, o que reduz significativamente o risco de vacância inesperada.
Outro ponto relevante é a recente reorganização financeira do fundo. Após a venda de parte do portfólio, o GARE11 conseguiu reduzir drasticamente sua alavancagem, chegando a um nível em que o caixa supera o saldo da dívida. Esse movimento fortalece o balanço e amplia a capacidade de novas aquisições estratégicas.
A presença de grandes empresas entre os locatários e a diversificação geográfica dos imóveis reforçam o potencial de estabilidade dos dividendos ao longo de 2026.
BTHF11: exposição a múltiplas estratégias e ativos descontados
O BTHF11 atua como um verdadeiro hedge fund imobiliário, com alocação em fundos imobiliários de tijolo e papel, CRIs, imóveis físicos e posição relevante em caixa. Grande parte dos ativos do portfólio está negociada com desconto, o que amplia o potencial de ganho de capital em um cenário de normalização da curva de juros.
O fundo mantém equilíbrio entre CRIs indexados ao CDI e ao IPCA, aproveitando tanto juros elevados quanto inflação persistente. Além disso, não apresenta concentração relevante em devedores de crédito, reduzindo riscos sistêmicos.
Com patrimônio elevado, liquidez consistente e gestão ativa, o BTHF11 surge como uma alternativa interessante para quem busca diversificação e renda em um único veículo.
TPP11: vacância zerada e reajustes concentrados
O TPP11 ganhou visibilidade após se tornar um FII Base 10, ampliando o acesso de investidores de menor capital. O fundo apresenta vacância física zerada e vacância financeira mínima, além de contratos com prazo médio superior a cinco anos.
A maior parte dos contratos é corrigida pelo IPCA, e mais de metade dos reajustes ocorre no início do ano, o que tende a elevar a receita imobiliária ao longo de 2026. Outro ponto relevante é a expectativa de distribuição extraordinária de lucros decorrentes de vendas anteriores de ativos, o que pode impulsionar os rendimentos em determinados meses.
Esse conjunto de fatores aumenta o interesse do mercado e pode refletir positivamente tanto na renda quanto na cotação das cotas.
Comparativo dos FIIs Base 10 em destaque
| FII | Segmento | P/VP aproximado | Dividend Yield estimado | Destaque principal |
|---|---|---|---|---|
| RBRX11 | Multiestratégia | ~0,85 | Dois dígitos | Alta diversificação |
| GARE11 | Logístico | ~0,96 | Elevado para tijolo | Contratos longos |
| BTHF11 | Hedge Fund Imobiliário | ~0,87 | Consistente | Ativos descontados |
| TPP11 | Lajes corporativas | ~0,90 | Tendência de alta | Vacância zerada |
Por que FIIs Base 10 ganham força em 2026
A combinação de preços acessíveis, desconto patrimonial e geração de renda mensal torna os FIIs Base 10 especialmente atrativos em períodos de maior volatilidade. Em um ano marcado por incertezas políticas e possíveis mudanças na política monetária, esses fundos tendem a atrair investidores em busca de previsibilidade e margem de segurança.
Com estratégias distintas, mas fundamentos sólidos, RBRX11, GARE11, BTHF11 e TPP11 se posicionam como nomes que podem surpreender positivamente ao longo de 2026, tanto em dividendos quanto em valorização de cotas.
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