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Início » Últimas Notícias » Vale (VALE3) ganha força com preço-alvo de R$ 104 e lucro bilionário
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Vale (VALE3) ganha força com preço-alvo de R$ 104 e lucro bilionário

JP Morgan vê a mineradora descontada demais, enquanto resultado do 1T26 mostra avanço em produção, lucro e metais básicos
André CarvalhoPor André Carvalho31 de maio de 20263 minutos lidos
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A Vale (VALE3) voltou a chamar atenção do mercado após o JP Morgan elevar o preço-alvo das ações de R$ 99 para R$ 104, mantendo recomendação overweight, equivalente à compra. A avaliação indica que o banco vê a mineradora como uma das grandes empresas globais do setor ainda negociadas com desconto relevante.

A tese ganhou força depois dos resultados do primeiro trimestre de 2026. A companhia registrou lucro líquido proforma de US$ 1,9 bilhão, alta de 29% em relação ao mesmo período do ano anterior, e EBITDA proforma de US$ 3,9 bilhões, avanço de 21%.

Resultado do 1T26 reforça a tese

O desempenho operacional também veio forte. A produção de minério de ferro somou 69,7 milhões de toneladas no 1T26, alta anual de 3%. Já as vendas chegaram a 68,7 milhões de toneladas, crescimento de 4% e melhor volume para um primeiro trimestre desde 2018.

Nos metais básicos, a Vale também apresentou avanço importante. A produção de cobre atingiu 102,3 mil toneladas, alta de 13%, enquanto a de níquel chegou a 49,3 mil toneladas, crescimento de 12%.

Esse ponto é relevante porque cobre e níquel estão ligados à eletrificação, baterias, redes de energia e infraestrutura global. Ou seja, a Vale tenta reduzir a dependência histórica do minério de ferro e fortalecer uma divisão com potencial de crescimento de longo prazo.

Números da Vale no 1T26

IndicadorResultado
Lucro líquido proformaUS$ 1,9 bilhão
EBITDA proformaUS$ 3,9 bilhões
Produção de minério de ferro69,7 milhões t
Vendas de minério de ferro68,7 milhões t
Produção de cobre102,3 mil t
Produção de níquel49,3 mil t
Fluxo de caixa livre recorrenteUS$ 813 milhões
Dívida líquida expandidaUS$ 17,8 bilhões
Dividendos e JCP pagosUS$ 2,7 bilhões

Dividendos continuam no radar

A Vale segue sendo acompanhada de perto por investidores que buscam dividendos. No trimestre, a empresa pagou US$ 2,7 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio aos acionistas.

Apesar disso, há um ponto de atenção. A dívida líquida expandida subiu para US$ 17,8 bilhões, aproximando-se do teto da faixa de referência da companhia, que vai de US$ 10 bilhões a US$ 20 bilhões. Isso não significa alerta imediato, mas mostra que a empresa precisará equilibrar remuneração ao acionista, investimentos e controle financeiro.

Risco político entrou na conta

Outro fator que chamou atenção foi a crítica do presidente Lula à compra de navios pela Vale na China. O governo defende maior uso da indústria naval brasileira, enquanto a mineradora precisa avaliar custo, prazo, tecnologia e eficiência logística.

Esse ruído político não altera sozinho a tese da empresa, mas pode aumentar a percepção de risco no curto prazo.

Vale ainda é oportunidade?

A visão do JP Morgan sugere que sim. O banco entende que a Vale está barata demais diante da qualidade dos ativos, geração de caixa e potencial em metais básicos.

Ainda assim, o investidor precisa considerar os riscos. A ação depende do minério de ferro, da demanda chinesa, do câmbio, dos custos de energia e frete, além do ambiente político.

No cenário atual, VALE3 combina potencial de valorização com volatilidade. Para quem busca exposição a commodities e dividendos, a ação segue entre as principais do setor. Mas a decisão exige análise cuidadosa, principalmente após a alta recente e o avanço da dívida.

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André Carvalho
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André Luís Carvalho é jornalista formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), fundador e editor-chefe da A Revista, com mais de dez anos de experiência em jornalismo digital. Coordena a cobertura de ações, dividendos, fundos imobiliários, renda fixa, petróleo, economia e mercados. Na direção editorial, orienta a apuração em documentos primários, a contextualização de riscos e a separação entre fatos, projeções e opiniões. Conteúdos informativos não constituem recomendação individual de investimento.

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