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Início » CSAN3 a R$ 5: Cosan está barata demais ou o risco ainda não foi precificado?
Ações

CSAN3 a R$ 5: Cosan está barata demais ou o risco ainda não foi precificado?

Após forte queda e mudanças profundas no portfólio, Cosan tenta reorganizar a estrutura financeira enquanto o mercado debate se a ação virou oportunidade ou armadilha
Carlos MenezesPor Carlos Menezes10 de janeiro de 20264 minutos lidos
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As ações da Cosan são negociadas próximas de R$ 5, um dos menores patamares da última década. O preço chama atenção porque representa uma queda superior a 70% em relação aos picos históricos acima de R$ 20, reacendendo a pergunta central do mercado: a Cosan está barata ou apenas refletindo seus problemas estruturais?

O papel deixou de ser visto como uma holding defensiva e passou a carregar um prêmio elevado de risco, sobretudo após prejuízos relevantes, aumento da dívida e decisões estratégicas que reduziram a previsibilidade do fluxo de caixa.

Resultados recentes explicam a pressão nas ações

A Cosan vem apresentando prejuízos líquidos expressivos, com deterioração operacional concentrada principalmente em sua principal investida, a Raízen. Margens comprimidas, endividamento elevado e venda de ativos estratégicos pressionaram a geração de valor do grupo.

Como holding, a Cosan depende diretamente dos dividendos recebidos de suas controladas. Quando essas empresas passam por dificuldades, o impacto no caixa da controladora é imediato — e foi exatamente isso que aconteceu nos últimos trimestres.

Portfólio forte, mas cada vez menor

Apesar da crise, a Cosan ainda detém ativos relevantes:

  • Rumo: empresa de logística ferroviária com ativos estratégicos e histórico de geração de caixa

  • Compass Gás e Energia: considerada o ativo mais previsível do grupo

  • Moove e Radar: negócios menores, mais dependentes de ciclo e execução

O problema é que, para reforçar liquidez no curto prazo, a Cosan reduziu participação justamente nesses ativos, diminuindo o potencial de dividendos futuros e enfraquecendo a tese histórica da holding.

Venda de ativos, swaps e aumento do risco financeiro

Nos últimos meses, a companhia adotou medidas agressivas para levantar caixa:

  • Venda de participação relevante na Rumo

  • Estruturas financeiras como Total Return Swap, que garantem liquidez imediata, mas mantêm exposição ao risco de mercado

  • Alienação de parte da Compass, reduzindo participação na principal “vaca leiteira” do grupo

Essas operações aliviam o caixa no curto prazo, mas transferem risco para o acionista, já que eventuais perdas ou custos financeiros recaem sobre o balanço da Cosan.

Diluição virou realidade para o acionista

Outro ponto que pesou fortemente sobre a cotação foi a emissão de novas ações, que diluiu os acionistas existentes. O mercado esperava que o capital levantado fosse direcionado principalmente para estabilizar a Raízen, mas parte relevante dos recursos permaneceu em caixa, elevando dúvidas sobre a eficiência da alocação.

Na prática, o investidor passou a carregar:

  • Menor participação relativa nos ativos

  • Menor previsibilidade de dividendos

  • Maior dependência de uma reestruturação de longo prazo

Indicadores atuais da CSAN3

IndicadorSituação atual
Cotação~R$ 5
Valor de mercadoFortemente reduzido
Resultado líquidoPrejuízo
DívidaElevada
DividendosSem previsibilidade no curto prazo
Perfil de riscoAlto

O valuation aparenta desconto relevante, mas esse desconto reflete incertezas reais, e não apenas pessimismo exagerado do mercado.

Existe potencial de valorização? Sim, mas com prazo longo

Parte do mercado enxerga potencial de recuperação para a CSAN3, com projeções que indicam preços significativamente acima do nível atual. Esse cenário, porém, depende de uma sequência de eventos positivos:

  • Recuperação operacional da Raízen

  • Redução efetiva da alavancagem

  • Retorno consistente da geração de caixa

  • Execução bem-sucedida de novos investimentos em infraestrutura, energia e saneamento

  • Ambiente macroeconômico mais favorável

Mesmo em um cenário otimista, a recuperação tende a ser lenta, possivelmente levando anos, e não meses.

CSAN3 é oportunidade ou armadilha?

A Cosan deixou de ser uma ação previsível e se tornou um ativo de alto risco e alta volatilidade. A preços próximos de R$ 5, ela pode funcionar como uma aposta assimétrica para investidores dispostos a esperar muito tempo e tolerar oscilações fortes.

Por outro lado, para quem busca:

  • Dividendos recorrentes

  • Estabilidade

  • Baixo estresse na carteira

CSAN3 ainda não se encaixa bem nesse perfil.

A Cosan não está quebrada, mas passa por um dos momentos mais delicados de sua história. O preço baixo da CSAN3 reflete problemas reais, decisões estratégicas controversas e um processo de reconstrução que ainda está longe do fim.

Há potencial de valorização? Sim.
Mas o investidor precisa entender que, neste momento, tempo e risco são o verdadeiro custo da aposta.

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Carlos Menezes
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Carlos Menezes é economista e analista de mercado, com MBA em Finanças pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Atua há mais de 15 anos acompanhando os indicadores econômicos e as políticas públicas que influenciam o cenário financeiro brasileiro. Em A Revista, explica como as decisões econômicas impactam o dia a dia das pessoas e das empresas.

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