O GAC GS3 tenta ocupar um espaço interessante no mercado brasileiro: entregar desempenho, tecnologia e espaço por um preço capaz de incomodar SUVs mais tradicionais. No conjunto, ele consegue chamar atenção. O problema é que algumas decisões parecem incompatíveis com a proposta esportiva e com o nível de equipamentos oferecido.

Design é um dos pontos fortes

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Visualmente, o GS3 tem personalidade. A dianteira é marcada por recortes agressivos, o conjunto de iluminação usa LEDs e as maçanetas ficam embutidas quando o carro está travado. A traseira também aposta em linhas marcantes e spoiler destacado. É um SUV de aparência moderna e claramente pensado para chamar atenção.

Motor turbo entrega mais do que promete

O conjunto mecânico usa motor 1.5 turbo com injeção direta, 170 cv e 25,5 kgfm de torque a 1.500 rpm. O câmbio é automatizado de dupla embreagem banhada a óleo, com sete marchas. Não há sistema híbrido e o motor funciona apenas com gasolina.

O desempenho é um dos destaques. Em teste, o GS3 acelerou de 0 a 100 km/h em 7,3 segundos, melhor que os 8 segundos declarados. Nos modos Sport e Super Sport, a transmissão responde melhor e o SUV mostra bastante agilidade.

Suspensão acerta no equilíbrio

O comportamento dinâmico também convence. A suspensão foi elogiada pelo bom acerto, com estabilidade e conforto mesmo passando por irregularidades. O carro se mantém firme em velocidades mais altas e transmite uma sensação de controle que combina com a proposta mais esportiva.

Interior tem espaço e bom acabamento

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Por dentro, o GS3 mistura plásticos com áreas macias ao toque e revestimentos em couro. Há teto solar panorâmico, banco do motorista com ajuste elétrico, iluminação ambiente e carregador de celular por indução com saída de ar para resfriamento.

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O espaço traseiro é outro ponto positivo. Mesmo com o banco dianteiro regulado para uma pessoa de 1,83 metro, há boa área para pernas. O piso é quase plano. Já o porta-malas oferece 341 litros e chega a 1.271 litros com os bancos rebatidos.

Tecnologia agrada, mas há escolhas estranhas

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A central multimídia traz Android Auto e Apple CarPlay sem fio, câmera 360 graus, GPS nativo e estacionamento automático. O sistema de ar-condicionado merece destaque porque seus principais comandos ficam acessíveis diretamente, sem exigir uma sequência de menus.

Por outro lado, a interface tem alguns comandos pouco intuitivos, e certas funções acabam escondidas na central.

O que falta no GAC GS3

É aqui que começam as contradições. O SUV não oferece alerta de ponto cego. No lugar dele, as câmeras laterais aparecem na tela quando a seta é acionada, solução considerada incômoda durante o teste. Também faltam retrovisor interno com escurecimento automático e ajuste lombar para o motorista.

Ainda mais difícil de entender é a ausência de trocas manuais. Não existem borboletas atrás do volante nem possibilidade de selecionar as marchas pela alavanca, apesar da proposta esportiva.

Vale a pena?

O GAC GS3 entrega um conjunto convincente: é bonito, rápido, espaçoso, bem equipado e divertido ao volante. Entretanto, motor e transmissão ainda são conjuntos novos, sem histórico amplo de durabilidade, o que adiciona uma dose de incerteza.

Em preço promocional, o GS3 ganha força como alternativa aos SUVs tradicionais. Não é um carro sem defeitos, mas entrega bastante. O desafio será provar, com o tempo, que a confiabilidade acompanha o bom desempenho e o pacote de equipamentos.