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Início » GPCA11 chega à B3 com taxa de 0,10% e yield de 13,39%
Renda Fixa

GPCA11 chega à B3 com taxa de 0,10% e yield de 13,39%

Novo ETF de renda fixa do Grupo Primo investe em Tesouro IPCA de prazo curto e tenta atrair investidores com custo baixo, tributação simplificada e exposição à inflação
Mariana DuartePor Mariana Duarte12 de junho de 20264 minutos lidos
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O GPCA11 entrou no radar dos investidores de renda fixa ao estrear na B3 com uma proposta direta: oferecer exposição a títulos públicos atrelados ao IPCA, com foco em vencimentos mais curtos, taxa reduzida e negociação simples pela Bolsa.

O fundo, oficialmente chamado de Grão Teva ITBR Tesouro IPCA 2 Anos Fundo de Índice, replica o índice ITBR IPCA 2 Anos, da Teva Indices. A carteira é formada por NTN-Bs, os mesmos títulos públicos conhecidos no Tesouro Direto como Tesouro IPCA+, mas com uma metodologia voltada para manter prazo médio próximo de dois anos.

Esse detalhe é importante porque títulos IPCA mais longos costumam oscilar mais quando há mudança nas taxas de juros. Ao buscar uma carteira de prazo mais curto, o GPCA11 tenta reduzir a sensibilidade da cota à marcação a mercado, embora continue sujeito a variações diárias.

Números atualizados do GPCA11

IndicadorDado mais recente
Código de negociaçãoGPCA11
Tipo de ativoETF de renda fixa
Data de lançamento19/05/2026
Índice de referênciaITBR IPCA 2 Anos
GestorGrão Gestão de Recursos
AdministradorS3 Caceis Brasil DTVM
Patrimônio líquidoR$ 42,40 milhões
Volume médio diárioR$ 2,37 milhões
Número de cotistas3.674
Preço da cotaR$ 25,08
Taxa de administração0,10% ao ano
Yield da carteira13,39%
Duration2 anos
PMR748 dias
LiquidaçãoD+1

Os dados mostram que o fundo ainda é recente, mas já apresenta patrimônio acima de R$ 42 milhões e mais de 3,6 mil cotistas. A taxa de 0,10% ao ano é um dos principais pontos de atenção, especialmente na comparação com a taxa de custódia de 0,20% ao ano cobrada no Tesouro Direto para títulos como Tesouro IPCA+.

Como funciona o GPCA11

O GPCA11 permite que o investidor compre, em uma única cota, uma carteira de títulos públicos indexados ao IPCA. Em vez de escolher manualmente cada vencimento no Tesouro Direto, o cotista passa a ter exposição a uma cesta de NTN-Bs ajustada de acordo com a metodologia do índice.

A carteira do índice busca manter prazo médio próximo de dois anos. Isso significa que o fundo não concentra sua estratégia em títulos muito longos, como Tesouro IPCA+ 2045 ou 2055, que tendem a sofrer oscilações mais fortes quando as taxas de juros sobem ou caem.

Mesmo assim, o GPCA11 não deve ser confundido com um CDB pós-fixado ou com Tesouro Selic. A cota pode subir ou cair no curto prazo, porque os títulos públicos dentro do fundo são marcados a mercado.

Comparação com Tesouro Direto

Ponto de comparaçãoGPCA11Tesouro IPCA+ direto
Forma de compraBolsa de valores
AtivoCota de ETF
CarteiraCesta de NTN-Bs
Taxa principal0,10% ao ano
Taxa de custódia B3Não é a mesma cobrança do Tesouro Direto
ImpostoRecolhido na fonte na venda
IOFNão há IOF no ETF
Come-cotasNão há
ReinvestimentoAutomático dentro do fundo
Vencimento definido para o investidorNão
Oscilação diáriaSim

A principal vantagem do Tesouro Direto é a previsibilidade de carregar um título específico até o vencimento. Já o GPCA11 oferece praticidade, diversificação automática e custo baixo, mas sem uma data final fixa para cada cotista.

Tributação pode pesar a favor do ETF

Um dos atrativos do GPCA11 é a tributação. Segundo a estrutura divulgada pela gestora, o ETF busca manter enquadramento tributário com alíquota de 15% sobre o ganho de capital, sem IOF, sem come-cotas e sem necessidade de pagamento de DARF pelo investidor.

Na compra direta de títulos públicos, a tributação segue a tabela regressiva do Imposto de Renda. A alíquota começa em 22,5% para aplicações de até 180 dias e cai até 15% apenas após 720 dias. Além disso, há IOF se o resgate ocorrer antes de 30 dias.

Outro ponto relevante é o reinvestimento. Quando títulos vencem dentro do ETF, os recursos podem ser reaplicados automaticamente na carteira. No Tesouro Direto, ao receber o valor no vencimento, o investidor precisa reinvestir manualmente e o imposto é cobrado naquele evento.

Vale a pena investir no GPCA11?

O GPCA11 pode fazer sentido para quem busca exposição ao IPCA, aceita alguma oscilação no curto prazo e quer uma alternativa simples para investir em títulos públicos de prazo mais curto. O custo de 0,10% ao ano e o yield de 13,39% chamam atenção, mas não garantem rentabilidade futura.

O produto exige cuidado com preço de compra, liquidez, prazo de permanência e composição da carteira. Para quem não aceita ver a aplicação oscilar, opções pós-fixadas, como Tesouro Selic e CDBs atrelados ao CDI, podem ser mais adequadas.

A estreia do GPCA11 reforça o avanço dos ETFs de renda fixa no Brasil. O fundo chega com números competitivos, mas deve ser analisado como parte de uma estratégia de carteira, e não como substituto automático para todos os investimentos em Tesouro IPCA.

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ETF de renda fixa GPCA11 investimentos renda fixa Tesouro IPCA+
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Mariana Duarte
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Mariana Duarte é jornalista formada pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com mais de 10 anos de experiência em redações de portais nacionais. Especialista em jornalismo digital e cobertura de atualidades, ela traduz os principais acontecimentos do Brasil e do mundo com imparcialidade, clareza e foco na verificação dos fatos.

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