Os ETFs (Exchange Traded Funds) seguem ganhando espaço entre investidores iniciantes no Brasil em 2026. O crescimento ocorre principalmente pela possibilidade de acessar diferentes classes de ativos por meio de um único instrumento financeiro, com gestão passiva e negociação direta em bolsa.
A lista a seguir reúne 13 ETFs amplamente utilizados por investidores iniciantes, considerando presença recorrente em carteiras, diversidade de estratégias e diferentes exposições a mercados nacionais e internacionais, renda variável e renda fixa.
O que são ETFs e como funcionam
ETFs são fundos negociados em bolsa que têm como objetivo replicar o desempenho de um índice de referência, sem tentativa de superação do mercado. O investidor não compra o índice diretamente, mas sim cotas de um fundo que reproduz sua composição e ponderação.
Esses índices podem representar:
Mercados acionários (Brasil ou exterior)
Setores específicos
Ativos reais, como ouro
Criptomoedas
Índices de renda fixa
Diferença entre ETFs de renda variável e renda fixa
Tributação
ETFs de renda variável: ganhos de capital obtidos na venda das cotas são tributados, exigindo apuração e recolhimento de imposto.
ETFs de renda fixa: o imposto é retido na fonte, não sendo necessária apuração manual por parte do investidor.
Liquidação
Renda variável: liquidação financeira geralmente ocorre em D+2.
Renda fixa: liquidação ocorre em D+1.
ETFs de acumulação e de distribuição
ETFs de acumulação: reinvestem automaticamente os rendimentos gerados pelos ativos do índice.
ETFs de distribuição: repassam os rendimentos aos cotistas, com incidência de imposto retido na fonte.
Entre os ETFs listados, a maioria adota o modelo de acumulação. O NDIV11 é um exemplo de ETF que realiza distribuição periódica.
Lista dos 13 ETFs mais populares entre iniciantes em 2026
ETFs de renda variável
1. IVVB11
Replica o índice S&P 500 por meio de ETF negociado no exterior, oferecendo exposição às maiores empresas dos Estados Unidos e à variação cambial do dólar.
2. GPUS11
Acompanha o desempenho do S&P 500 utilizando ETF domiciliado fora dos Estados Unidos, com estrutura alternativa à do IVVB11.
3. NASD11
Replica o índice Nasdaq-100, composto pelas 100 maiores empresas não financeiras listadas na Nasdaq, com forte presença do setor de tecnologia.
4. BOVA11
Replica o Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro, refletindo o desempenho médio das ações mais negociadas da B3.
5. GOLD11
Proporciona exposição ao ouro por meio da aquisição de cotas de ETF internacional lastreado em ouro físico.
6. HASH11
Replica um índice composto pelas principais criptomoedas do mercado, oferecendo exposição diversificada ao segmento cripto.
7. QBTC11
ETF com exposição exclusiva ao Bitcoin, acompanhando a variação de preço do ativo digital.
8. DIVO11
Replica o índice IDIV, formado por empresas com histórico recente de pagamento de dividendos no mercado brasileiro.
9. NDIV11
Replica o índice Ibovespa Smart Dividendos, composto por empresas selecionadas com base em critérios de consistência na distribuição de proventos, com modelo de distribuição aos cotistas.
10. AUVP11
ETF baseado em critérios fundamentalistas e qualitativos para seleção das empresas que compõem o índice de referência.
ETFs de renda fixa
11. B5P211
Replica o índice IMA-B5, composto por títulos públicos Tesouro IPCA+ com vencimento de até cinco anos.
12. IMAB11
Replica o índice IMA-B, abrangendo toda a curva de títulos públicos Tesouro IPCA+ disponíveis no mercado.
13. DEBB11
ETF composto por debêntures de crédito privado, com carteira diversificada de títulos corporativos e objetivo de acompanhar a trajetória do CDI.
Duração e volatilidade nos ETFs de renda fixa
A duração é um indicador técnico relevante para ETFs de renda fixa. Ela representa a sensibilidade do preço do fundo às variações das taxas de juros.
ETFs com menor duração tendem a apresentar menor volatilidade.
ETFs com maior duração tendem a oscilar mais em cenários de mudança nas taxas reais de juros.
Esse fator impacta diretamente o comportamento do preço das cotas ao longo do tempo.
Taxa de administração e impacto no retorno
Todos os ETFs cobram taxa de administração anual para cobrir custos operacionais. Em fundos de gestão passiva, as taxas costumam ser menores do que em fundos de gestão ativa, mas ainda assim impactam o retorno no longo prazo.
Na lista apresentada, as taxas variam conforme:
Classe de ativo
Complexidade da estrutura
Tipo de índice replicado
Liquidez e negociação em bolsa
A liquidez é um fator relevante na negociação de ETFs. Fundos com maior volume diário negociado tendem a apresentar:
Menor spread entre compra e venda
Facilidade de entrada e saída
Menor risco operacional em ordens maiores
ETFs com menor patrimônio e menor liquidez exigem maior atenção ao momento da negociação.
Os 13 ETFs mais populares entre investidores iniciantes em 2026 apresentam estratégias distintas, com exposições variadas a mercados, moedas, setores e classes de ativos. Cada ETF reflete diretamente a qualidade e a composição do índice que replica, bem como sua estrutura de custos, tributação e liquidez.
A análise técnica desses fatores é essencial para compreender o comportamento do investimento ao longo do tempo e seu papel dentro de uma carteira diversificada.
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