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Início » 13 ETFs mais populares entre investidores iniciantes em 2026: características, custos e riscos
Renda Fixa

13 ETFs mais populares entre investidores iniciantes em 2026: características, custos e riscos

Lista reúne ETFs de renda variável e renda fixa mais presentes nas carteiras, com análise técnica sobre índice, tributação, liquidez e exposição.
Rafael CostaPor Rafael Costa29 de janeiro de 20265 minutos lidos
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13 ETFs mais populares entre investidores iniciantes em 2026: características, custos e riscos

Os ETFs (Exchange Traded Funds) seguem ganhando espaço entre investidores iniciantes no Brasil em 2026. O crescimento ocorre principalmente pela possibilidade de acessar diferentes classes de ativos por meio de um único instrumento financeiro, com gestão passiva e negociação direta em bolsa.

A lista a seguir reúne 13 ETFs amplamente utilizados por investidores iniciantes, considerando presença recorrente em carteiras, diversidade de estratégias e diferentes exposições a mercados nacionais e internacionais, renda variável e renda fixa.

O que são ETFs e como funcionam

ETFs são fundos negociados em bolsa que têm como objetivo replicar o desempenho de um índice de referência, sem tentativa de superação do mercado. O investidor não compra o índice diretamente, mas sim cotas de um fundo que reproduz sua composição e ponderação.

Esses índices podem representar:

  • Mercados acionários (Brasil ou exterior)

  • Setores específicos

  • Ativos reais, como ouro

  • Criptomoedas

  • Índices de renda fixa

Diferença entre ETFs de renda variável e renda fixa

Tributação

  • ETFs de renda variável: ganhos de capital obtidos na venda das cotas são tributados, exigindo apuração e recolhimento de imposto.

  • ETFs de renda fixa: o imposto é retido na fonte, não sendo necessária apuração manual por parte do investidor.

Liquidação

  • Renda variável: liquidação financeira geralmente ocorre em D+2.

  • Renda fixa: liquidação ocorre em D+1.

ETFs de acumulação e de distribuição

  • ETFs de acumulação: reinvestem automaticamente os rendimentos gerados pelos ativos do índice.

  • ETFs de distribuição: repassam os rendimentos aos cotistas, com incidência de imposto retido na fonte.

Entre os ETFs listados, a maioria adota o modelo de acumulação. O NDIV11 é um exemplo de ETF que realiza distribuição periódica.

Lista dos 13 ETFs mais populares entre iniciantes em 2026

ETFs de renda variável

1. IVVB11

Replica o índice S&P 500 por meio de ETF negociado no exterior, oferecendo exposição às maiores empresas dos Estados Unidos e à variação cambial do dólar.

2. GPUS11

Acompanha o desempenho do S&P 500 utilizando ETF domiciliado fora dos Estados Unidos, com estrutura alternativa à do IVVB11.

3. NASD11

Replica o índice Nasdaq-100, composto pelas 100 maiores empresas não financeiras listadas na Nasdaq, com forte presença do setor de tecnologia.

4. BOVA11

Replica o Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro, refletindo o desempenho médio das ações mais negociadas da B3.

5. GOLD11

Proporciona exposição ao ouro por meio da aquisição de cotas de ETF internacional lastreado em ouro físico.

6. HASH11

Replica um índice composto pelas principais criptomoedas do mercado, oferecendo exposição diversificada ao segmento cripto.

7. QBTC11

ETF com exposição exclusiva ao Bitcoin, acompanhando a variação de preço do ativo digital.

8. DIVO11

Replica o índice IDIV, formado por empresas com histórico recente de pagamento de dividendos no mercado brasileiro.

9. NDIV11

Replica o índice Ibovespa Smart Dividendos, composto por empresas selecionadas com base em critérios de consistência na distribuição de proventos, com modelo de distribuição aos cotistas.

10. AUVP11

ETF baseado em critérios fundamentalistas e qualitativos para seleção das empresas que compõem o índice de referência.

ETFs de renda fixa

11. B5P211

Replica o índice IMA-B5, composto por títulos públicos Tesouro IPCA+ com vencimento de até cinco anos.

12. IMAB11

Replica o índice IMA-B, abrangendo toda a curva de títulos públicos Tesouro IPCA+ disponíveis no mercado.

13. DEBB11

ETF composto por debêntures de crédito privado, com carteira diversificada de títulos corporativos e objetivo de acompanhar a trajetória do CDI.

Duração e volatilidade nos ETFs de renda fixa

A duração é um indicador técnico relevante para ETFs de renda fixa. Ela representa a sensibilidade do preço do fundo às variações das taxas de juros.

  • ETFs com menor duração tendem a apresentar menor volatilidade.

  • ETFs com maior duração tendem a oscilar mais em cenários de mudança nas taxas reais de juros.

Esse fator impacta diretamente o comportamento do preço das cotas ao longo do tempo.

Taxa de administração e impacto no retorno

Todos os ETFs cobram taxa de administração anual para cobrir custos operacionais. Em fundos de gestão passiva, as taxas costumam ser menores do que em fundos de gestão ativa, mas ainda assim impactam o retorno no longo prazo.

Na lista apresentada, as taxas variam conforme:

  • Classe de ativo

  • Complexidade da estrutura

  • Tipo de índice replicado

Liquidez e negociação em bolsa

A liquidez é um fator relevante na negociação de ETFs. Fundos com maior volume diário negociado tendem a apresentar:

  • Menor spread entre compra e venda

  • Facilidade de entrada e saída

  • Menor risco operacional em ordens maiores

ETFs com menor patrimônio e menor liquidez exigem maior atenção ao momento da negociação.

Os 13 ETFs mais populares entre investidores iniciantes em 2026 apresentam estratégias distintas, com exposições variadas a mercados, moedas, setores e classes de ativos. Cada ETF reflete diretamente a qualidade e a composição do índice que replica, bem como sua estrutura de custos, tributação e liquidez.

A análise técnica desses fatores é essencial para compreender o comportamento do investimento ao longo do tempo e seu papel dentro de uma carteira diversificada.

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Rafael Costa
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Rafael Costa é Editor de Criptomoedas e Ativos Digitais, especialista em Blockchain e Web3, com pós-graduação em Finanças e certificações em Análise de Criptomoedas. Atua na cobertura e análise do mercado cripto desde 2017.

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