O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) colocou em operação um sistema automático de verificação de dados que já impacta milhões de aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios. A medida, conhecida como pente-fino automático, cruza informações digitais para confirmar se o cidadão continua apto a receber o benefício — e pode resultar em bloqueio do pagamento sem aviso por carta ou telefone.
A iniciativa tem como objetivo combater fraudes e pagamentos indevidos, mas, na prática, aumenta o risco de suspensão para quem não mantém registros recentes em bases públicas.
Como funciona o novo pente-fino automático do INSS
O novo modelo dispensa o comparecimento anual obrigatório ao banco, mas exige que o sistema encontre sinais recentes de atividade do beneficiário nos últimos meses. Entre os registros considerados válidos estão:
Atualização de documentos oficiais
Votação em eleições
Registro de vacinação
Acesso a serviços públicos digitais
Movimentações reconhecidas por bancos conveniados
Caso o sistema não identifique nenhuma dessas interações, o CPF entra automaticamente na lista de verificação.
Quem corre mais risco de ter o benefício bloqueado
O maior risco está entre beneficiários que:
Não usam aplicativos oficiais
Não atualizam documentos com frequência
Não votaram recentemente
Não tomaram vacinas nos últimos meses
Não acessam o Meu INSS ou o Gov.br
Todos os anos, milhões de aposentados e pensionistas acabam retidos no pente-fino, principalmente por desconhecimento das regras.
Aviso não chega por carta: atenção ao extrato bancário
Uma das mudanças mais sensíveis do novo sistema é a forma de comunicação. O INSS não envia cartas, ligações ou mensagens por WhatsApp.
O aviso pode aparecer:
No aplicativo Meu INSS
No aplicativo do banco onde o benefício é recebido
No extrato bancário, que passou a funcionar como principal canal de alerta
Quem não utiliza celular ou aplicativos precisa redobrar a atenção ao extrato mensal.
Benefício pode ser bloqueado em até dois meses
Se o aviso for ignorado ou não visualizado, o INSS pode bloquear o pagamento em até dois meses. A regularização posterior é possível, mas costuma ser lenta, exigindo comprovação, análise e reprocessamento do benefício.
Embora os valores bloqueados sejam pagos retroativamente após a regularização, o período sem renda pode causar impacto financeiro relevante.
Quatro formas oficiais de fazer a prova de vida
O beneficiário pode escolher a alternativa mais simples:
1. Prova de vida digital
Pelo aplicativo Gov.br ou Meu INSS, utilizando reconhecimento facial.
2. Caixa eletrônico
Uso de biometria digital em terminais bancários conveniados.
3. Atendimento presencial
Comparecimento ao banco ou lotérica com documento oficial com foto.
4. Validação automática
Quando o sistema identifica atividades recentes em bases governamentais — opção considerada a mais arriscada, pois depende exclusivamente do cruzamento de dados.
Especialistas recomendam não confiar apenas no sistema automático
Apesar da proposta de simplificação, falhas recorrentes no cruzamento de dados fazem com que milhares de benefícios sejam bloqueados indevidamente todos os anos. A recomendação é verificar ativamente a situação da prova de vida, mesmo quando o pagamento está sendo realizado normalmente.
Criar conta no Gov.br, manter o aplicativo Meu INSS instalado e revisar notificações periodicamente são medidas consideradas essenciais.
Informação é a principal proteção contra o bloqueio
O pente-fino do INSS não é novo, mas a automação ampliou significativamente o alcance e a velocidade das suspensões. Beneficiários que se mantêm informados, acompanham seus dados e realizam a prova de vida preventivamente reduzem drasticamente o risco de interrupção do pagamento.
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