O preço do arroz voltou a subir no Brasil em 2026, após um dos períodos de maior desvalorização recente. Em 2025, o cereal registrou uma queda acumulada de 26,6%, pressionado pela forte oferta interna e internacional.
Agora, o cenário começa a mudar, com sinais de recuperação gradual nos preços e novas pressões sobre o custo dos alimentos básicos.
Quanto custa o arroz hoje no Brasil
Os dados mais recentes mostram que o preço ainda está em processo de ajuste:
- Cerca de R$ 53 a R$ 55 por saca no início de 2026
- Aproximadamente R$ 54,54 por saca em fevereiro
- Negociações recentes variando entre R$ 52 e R$ 58 por saca
Apesar da leve alta, o valor ainda é considerado baixo frente aos custos de produção, que giram em torno de R$ 70 a R$ 75 por saca, pressionando a rentabilidade do produtor.
Por que o preço do arroz caiu tanto antes
A forte queda do arroz foi causada principalmente por um fator clássico do mercado: excesso de oferta.
- Produção elevada no Brasil e no mundo
- Retorno da Índia ao mercado global, aumentando a concorrência
- Estoques elevados no país (cerca de 2,4 milhões de toneladas)
Esse cenário derrubou os preços para níveis historicamente baixos, levando o setor a um dos piores momentos recentes, com prejuízos generalizados.
O que está fazendo o preço subir agora
A recuperação atual não é aleatória. Ela ocorre por uma combinação de fatores:
1. Ajuste natural do mercado
Com preços muito baixos, produtores reduziram vendas e passaram a segurar estoques, reduzindo a oferta imediata.
2. Exportações em forte crescimento
O Brasil exportou 685 mil toneladas no 1º trimestre de 2026, alta de 114% em relação ao ano anterior.
Esse aumento ajuda a “enxugar” o excedente interno e sustentar os preços.
3. Possível redução da produção
A safra 2025/26 pode ter queda de até 13%, segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento.
Menor oferta futura tende a pressionar os preços para cima.
Por que o arroz ainda não disparou de vez
Mesmo com sinais de alta, o preço ainda enfrenta limitações:
- Oferta global ainda elevada
- Preços internacionais em queda
- Liquidez baixa no mercado interno
Além disso, o produtor ainda considera os preços atuais insuficientes, o que mantém o mercado travado em algumas regiões.
Impacto no bolso do consumidor
A tendência para 2026 é clara:
- O arroz não deve voltar aos preços muito baixos de 2025
- Deve ocorrer uma alta gradual ao longo do ano
- A pressão pode aumentar no segundo semestre
Projeções indicam até valorização com base em exportações e menor área plantada, podendo levar os preços a patamares mais sustentáveis.
E o feijão? Situação pode ser ainda mais instável
Enquanto o arroz depende também do mercado externo, o feijão é praticamente consumido apenas no Brasil.
Isso significa:
- Maior volatilidade
- Menor “controle” via exportações
- Mais sensibilidade a custos de produção
Com fertilizantes mais caros e possíveis ajustes na produção, o feijão pode ter oscilações ainda mais intensas ao longo de 2026.
O que esperar daqui para frente
O cenário aponta para um novo ciclo:
✔ Preços deixando o fundo histórico
✔ Ajuste gradual do mercado
✔ Pressão de custos e produção menor
✔ Possível alta moderada até o fim do ano
A principal conclusão é direta:
o preço atual do arroz representa um ponto de transição, e não mais um cenário de queda extrema.
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