O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira (28) com leve valorização de 0,31%, alcançando 147.428 pontos, o maior fechamento diário da história do índice. Durante o dia, chegou a tocar os 147.810 pontos, próximo da máxima intradiária registrada na sexta-feira anterior. O movimento confirma a tendência de alta do mercado brasileiro, apoiado principalmente pela força dos setores de commodities e bancos.
Entre os destaques do dia, Marfrig (MRFG3) disparou 15,63%, cotada a R$ 18,50, acumulando alta superior a 23% na semana. O avanço reflete o otimismo dos investidores após resultados operacionais positivos e expectativas de recuperação no setor de proteína animal.
Principais ações em alta e em queda
As ações da Vale (VALE3) subiram 0,88%, negociadas a R$ 62,20, impulsionadas pela recuperação dos preços do minério de ferro no mercado internacional.
Itaú Unibanco (ITUB4) registrou leve alta de 0,34%, a R$ 38,48, e Petrobras (PETR4) fechou praticamente estável em R$ 29,99, com variação positiva de 0,03%.
Entre as quedas, Aura Minerals (AURA33) recuou 6,2%, cotada a R$ 11,05, seguida por Cia Hering (HGTX3), que caiu 3,32%, a R$ 16,32.
Bradesco (BBDC4) manteve estabilidade em R$ 18,24, com leve alta de 0,05%, enquanto Santander (SANB11) recuou 0,14%, a R$ 29,36. Ambos os bancos divulgarão seus resultados do terceiro trimestre ainda nesta semana, com o mercado atento à qualidade da carteira de crédito em meio à Selic elevada e ao custo do crédito em alta.
Dólar recua e mantém tendência de baixa
O dólar comercial fechou em queda de 0,32%, cotado a R$ 5,365, refletindo o alívio nas expectativas de juros nos Estados Unidos. A moeda americana segue inserida em uma estrutura técnica de baixa, mirando a região de R$ 5,326 como próximo suporte. Caso o cenário externo se mantenha estável, analistas esperam continuidade da entrada de fluxo estrangeiro no Brasil, aproveitando o diferencial de juros favorável.
Perspectivas para o mercado
O movimento atual do Ibovespa é considerado uma “alta clássica”, segundo analistas técnicos, com médias móveis curtas e longas voltadas para cima. O índice segue com projeção para buscar o patamar de 149.770 pontos, ainda que as médias de 9 e 21 períodos já apresentem certa distância — um sinal de possível necessidade de correção de curto prazo.
O mercado segue atento às divulgações de resultados corporativos e às decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. A expectativa é que, caso o cenário de juros siga estável, o Ibovespa mantenha sua trajetória positiva, com destaque para setores cíclicos e exportadores.
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