O MXRF11 é o maior fundo imobiliário da Bolsa brasileira, com mais de 1,3 milhão de cotistas. Sua popularidade se deve ao baixo valor de entrada e à distribuição mensal de dividendos, que permite ao investidor experimentar o efeito dos juros compostos e construir renda passiva ao longo do tempo.
Em um cenário de Selic em 14,25% ao ano, fundos de papel como o MXRF11 se destacam por oferecer rendimentos atrativos. Isso acontece porque grande parte da carteira está indexada ao CDI e ao IPCA, beneficiando-se diretamente da alta dos juros.
Como está o desempenho do MXRF11 em 2025
Em novembro de 2025, o MXRF11 é negociado em torno de R$ 9,70 por cota, com dividend yield anual próximo de 12%. O fundo é classificado como híbrido, mas tem forte presença em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), que representam cerca de 70% da carteira.
Os demais 30% estão divididos entre cotas de outros FIIs e posições em caixa e ativos líquidos, o que garante diversificação e estabilidade nos rendimentos mensais. Essa estrutura ajuda o MXRF11 a manter pagamentos consistentes, mesmo em momentos de volatilidade do mercado.
Simulação: quanto rende investir R$ 300 por mês no MXRF11
A simulação considera aportes fixos de R$ 300 mensais, equivalentes a cerca de 31 cotas por mês, com base no preço atual e dividend yield de 12% ao ano. O objetivo é projetar a evolução do investimento ao longo do tempo até atingir 10.000 cotas.
| Tempo de investimento | Quantidade de cotas | Patrimônio acumulado | Rendimento mensal estimado |
|---|---|---|---|
| 4 meses | 125 cotas | R$ 1.200 | R$ 12,50 |
| 2 anos e 5 meses (29 meses) | 1.000 cotas | R$ 10.000 | R$ 100,00 |
| 10 anos | 7.137 cotas | R$ 68.700 | R$ 688,00 |
| 20 anos | 30.744 cotas | R$ 296.000 | R$ 2.960,00 |
| 30 anos | 108.000 cotas | R$ 1.000.000 | R$ 10.000,00 |
Os números deixam evidente o impacto do reinvestimento dos dividendos. Com o passar dos meses, os proventos acumulados permitem adquirir novas cotas, acelerando o crescimento do patrimônio. É o chamado efeito bola de neve dos juros compostos, fundamental para quem investe com foco em aposentadoria e renda passiva.
Riscos e pontos de atenção
Embora o histórico do MXRF11 seja sólido, é importante lembrar que os rendimentos podem variar conforme o desempenho da carteira e as condições de crédito dos emissores de CRIs. Além disso, eventuais reduções na Selic podem impactar a rentabilidade dos fundos de papel, tornando fundamental a diversificação entre diferentes tipos de ativos imobiliários.
Outro ponto a considerar é que, mesmo sendo acessível, o fundo não é isento de riscos. Há exposição a crédito privado, variação de inflação e oscilações na cotação das cotas no mercado secundário.
Vale a pena ter 10.000 cotas do MXRF11?
A resposta depende do perfil de cada investidor. Para quem busca renda mensal previsível e efeito de longo prazo dos juros compostos, o MXRF11 continua sendo uma das opções mais sólidas da categoria.
Com aportes regulares e reinvestimento dos dividendos, é possível transformar valores modestos em um patrimônio significativo. No exemplo simulado, investir R$ 300 mensais por 30 anos resultaria em mais de 100 mil cotas e uma renda mensal estimada de R$ 10 mil, mostrando que a constância é o maior aliado do investidor.
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