GARE11, um dos fundos imobiliários mais conhecidos e negociados da bolsa, segue crescendo em patrimônio, relevância e número de cotistas. Em 2025, o FII ultrapassou a marca de R$ 1,4 bilhão em patrimônio, consolidando sua posição entre os maiores do setor.
Com estratégia híbrida, dividendos consistentes e gestão ativa, o fundo segue chamando atenção — mas também apresenta riscos importantes. A seguir, a análise completa mantendo a estrutura original e trazendo dados atualizados.
5 pontos positivos do GARE11
1. Estratégia híbrida
O GARE11 adota uma estratégia que combina imóveis logísticos e imóveis de renda urbana, oferecendo diversificação automática para o investidor. Em vez de depender de um único segmento, o fundo se distribui entre operações distintas, reduzindo o risco de concentração e equilibrando eventuais oscilações de mercado.
Para quem está começando ou ainda não possui grande patrimônio, essa diversificação embutida se torna especialmente vantajosa, evitando que uma queda em apenas um setor tenha impacto desproporcional na carteira.
2. Forte crescimento do patrimônio
O valor patrimonial do GARE11 segue em trajetória de expansão. Depois da queda entre 2021 e 2023, o crescimento acelerou:
2023: R$ 521 milhões
2024: R$ 1,35 bilhão
2025: ultrapassou R$ 1,4 bilhão, com nova emissão de cotas
O aumento de patrimônio traz maior capacidade de investimentos, melhora a liquidez e consolida o fundo como um dos maiores de sua categoria.
3. Gestão ativa com potencial de ganhos de capital
A gestão segue realizando reciclagem de portfólio, vendendo imóveis que já valorizaram e usando o capital para quitar dívidas e adquirir novas oportunidades.
Esse movimento gera:
possibilidade de lucros não recorrentes;
reforço no caixa;
melhora na estrutura financeira;
dividendos extras em alguns períodos.
Para o cotista, isso pode significar ganhos além da renda tradicional.
4. Vacância zero contínua
Mesmo com o avanço do patrimônio e o aumento do portfólio, o GARE11 mantém vacância de 0% desde 2021, incluindo o início de 2025.
Essa consistência se traduz em:
fluxo de receitas estável;
menor risco de redução de dividendos;
maior previsibilidade para o investidor.
Vacância zero por vários anos coloca o fundo entre os mais sólidos do segmento.
5. Dividendos consistentes e acima da média
Os dividendos do GARE11 continuam fortes. Veja a evolução atualizada:
| Ano | Dividend Yield |
|---|---|
| 2021 | 9,48% |
| 2022 | 10,25% |
| 2023 | 11,70% |
| 2024 | 11,72% |
| 2025 (atual) | 11,20% |
Para um fundo de tijolo, o yield superior a 11% em 2025 o coloca entre os mais rentáveis da categoria.
5 pontos negativos do GARE11
1. Alavancagem
O fundo utiliza alavancagem para acelerar investimentos, o que amplia a rentabilidade, mas também aumenta o risco. Em cenários desfavoráveis, dívidas maiores podem pressionar a distribuição de dividendos e comprometer o fluxo de caixa.
2. Reajuste limitado em ambiente de inflação baixa
A maioria dos contratos é corrigida por IPCA ou IGP-M. Em 2025, com a inflação abaixo das máximas anteriores, o reajuste dos aluguéis fica menor, reduzindo o impacto positivo nas receitas.
Para o cotista, isso significa crescimento mais lento no rendimento mensal.
3. Risco de concentração de inquilinos
Apesar da diversificação geográfica, o fundo ainda possui forte presença de redes como:
Carrefour
Pão de Açúcar
Se um desses deixasse um imóvel, o impacto seria significativo devido ao peso dessas operações dentro do portfólio total.
4. Dependência de emissões de cotas
De 2021 a 2025, o fundo realizou várias emissões para financiar aquisições e expansão. Ainda que isso aumente o patrimônio, também cria:
potencial de diluição dos cotistas;
dependência de mercado aquecido para captar recursos;
aumento do risco estratégico.
Investidores mais conservadores geralmente evitam fundos que dependem de emissões constantes.
5. Risco de liquidez em imóveis BTS
Grande parte dos imóveis segue o modelo Built to Suit, construídos sob medida para cada locatário. Caso um inquilino importante deixe o imóvel:
reposição pode demorar mais;
adaptações podem ser caras;
a vacância pode pesar sobre o balanço;
os dividendos podem ser impactados.
Esse risco estrutural costuma ser ignorado por iniciantes, mas tem relevância significativa no longo prazo.
Tenho ou não tenho GARE11 na carteira?
Conforme o relato no esboço original, sim — o investidor citado mantém posição no fundo, com R$ 37 mil investidos, recebendo valorização e rendimentos mensais consistentes.
Ainda vale a pena investir no GARE11 em 2025?
O GARE11 segue como um dos fundos mais fortes entre os FIIs de tijolo com estratégia híbrida. Patrimônio crescente, vacância zero, gestão ativa e dividendos acima da média sustentam sua atratividade.
Por outro lado, alavancagem, concentração de inquilinos e imóveis BTS representam riscos reais que precisam ser acompanhados.
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