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Início » 15 fundos imobiliários para começar 2026: cotas a partir de R$ 6 e dividendos acima de 15% ao ano
Fundos Imobiliários (FIIs)

15 fundos imobiliários para começar 2026: cotas a partir de R$ 6 e dividendos acima de 15% ao ano

Lista reúne FIIs baratos, fundos com maior dividend yield e opções descontadas pelo P/VP para quem quer iniciar projeto de renda passiva em 2026.
Carlos MenezesPor Carlos Menezes12 de fevereiro de 20264 minutos lidos
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Muitos investidores adiam o início da jornada por acreditarem que é preciso muito dinheiro para começar. A realidade do mercado brasileiro mostra o contrário: hoje é possível investir em fundos imobiliários com menos de R$ 10 por cota e receber rendimentos mensais isentos de Imposto de Renda.

Para quem já possui reserva de emergência aplicada em produtos conservadores, como contas que rendem 100% do CDI, os FIIs surgem como uma porta de entrada para a renda variável com foco em geração de caixa recorrente.

A seguir, estão 15 fundos imobiliários organizados em três categorias estratégicas:

  • FIIs descontados (P/VP abaixo de 1)

  • FIIs com maior dividend yield em 12 meses

  • FIIs com cotas abaixo de R$ 10

A seleção considera liquidez, patrimônio, número de cotistas, histórico de dividendos e relação preço sobre valor patrimonial.

5 fundos imobiliários descontados (P/VP abaixo de 1)

Fundos com P/VP inferior a 1 são negociados abaixo do valor patrimonial. Isso pode indicar oportunidade — desde que o fundo tenha qualidade e boa gestão.

1. PVBI11 (lajes corporativas)

  • Preço da cota: R$ 83,70

  • P/VP: 0,77

  • Dividend yield 12 meses: 7,47%

  • Patrimônio: bilionário

  • Cotistas: +166 mil

Com desconto de aproximadamente 23% frente ao valor patrimonial, o fundo pode oferecer potencial de valorização caso o P/VP volte para próximo de 1.

2. HABT11 (papel)

  • Preço: R$ 76,56

  • P/VP: 0,81

  • Dividend yield: 16,46%

  • Patrimônio próximo a R$ 1 bilhão

Fundo de CRIs com alto rendimento e desconto relevante.

3. IRIM11 (papel)

  • Preço: R$ 68,59

  • P/VP: 0,82

  • Dividend yield: 15,04%

  • +226 mil cotistas

Combina escala, liquidez e rendimento elevado.

4. HGRE11 (lajes corporativas)

  • Preço: R$ 124

  • P/VP: 0,84

  • Dividend yield: 11,10%

  • 13 ativos no portfólio

Fundo tradicional do segmento corporativo, com desconto moderado.

5. VCJR11 (papel)

  • Preço: R$ 9,95

  • P/VP: 0,85

  • Dividend yield: 15,04%

Exemplo de FII acessível com bom histórico de distribuição.

Importante observar que a lista evita descontos extremos (P/VP de 0,50 ou menos), pois grandes deságios costumam indicar risco elevado.

5 fundos imobiliários com maior dividend yield (12 meses)

O critério aqui considera rendimento acumulado em 12 meses, evitando distorções de pagamentos pontuais.

1. VGIR11

  • Preço: R$ 9,93

  • Dividend yield: 16,59%

  • P/VP: 1,01

2. HABT11

  • Dividend yield: 16,46%

3. MCRE11

  • Preço: R$ 9,80

  • Dividend yield: 15,98%

  • P/VP: 0,97

4. KNUQ11

  • Preço: R$ 104

  • Dividend yield: 15,74%

  • P/VP: 1,04

5. RBRY11

  • Preço: R$ 99,32

  • Dividend yield: 15,71%

  • P/VP: 0,99

A maioria é composta por fundos de papel, que lucram com certificados de recebíveis imobiliários (CRIs). São sensíveis à taxa de juros, mas historicamente entregam dividend yields elevados.

5 fundos imobiliários com cotas abaixo de R$ 10

O processo de desdobramento tornou vários FIIs mais acessíveis. Isso não reduz patrimônio do investidor, apenas aumenta o número de cotas em circulação.

1. HFOF11 (fundo de fundos)

  • Preço: R$ 6,85

  • Dividend yield: 11,59%

  • P/VP: 0,90

2. GARE11 (logístico/industrial)

  • Preço: R$ 8,70

  • Dividend yield: 11,63%

  • P/VP: 0,94

3. TEP11 (lajes corporativas)

  • Preço: R$ 8,73

  • Dividend yield: 12,79%

4. RBRX11 (misto)

  • Preço: R$ 8,82

  • Dividend yield: 13,85%

5. MANA11

  • Preço: R$ 9,28

  • Dividend yield: 15,56%

Com R$ 100 por mês, já é possível diversificar entre diferentes segmentos: papel, lajes, logística e fundos de fundos.

Por que os fundos imobiliários são tão populares?

Os FIIs permitem:

  • Receber renda mensal isenta de IR

  • Investir com pouco capital inicial

  • Diversificar em grandes empreendimentos

  • Comprar e vender com liquidez diária

O investidor pode ser sócio de shoppings, galpões logísticos, prédios corporativos ou participar do financiamento imobiliário via CRIs — tudo isso sem precisar comprar um imóvel físico.

Além disso, o cenário de juros ainda elevados favorece fundos de papel, enquanto a recuperação econômica pode impulsionar lajes e logística no médio prazo.

Atenção: não é recomendação de compra

A lista é uma referência educacional baseada em critérios de qualidade, liquidez, patrimônio e histórico de dividendos. Cada investidor deve avaliar sua estratégia, perfil de risco e objetivos financeiros.

Fundos imobiliários podem oscilar, sofrer com inadimplência, vacância ou mudanças na taxa de juros. Por isso, a diversificação é essencial.

Começar 2026 investindo em fundos imobiliários pode ser um passo estratégico para quem busca renda passiva e construção patrimonial no longo prazo.

Com cotas acessíveis, rendimento mensal e possibilidade de valorização via desconto no P/VP, os FIIs seguem como uma das principais portas de entrada para a renda variável no Brasil.

Para quem já possui reserva de emergência estruturada, os fundos imobiliários podem representar o primeiro movimento concreto rumo ao objetivo de viver de renda no futuro.

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Carlos Menezes
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Carlos Menezes é economista e analista de mercado, com MBA em Finanças pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Atua há mais de 15 anos acompanhando os indicadores econômicos e as políticas públicas que influenciam o cenário financeiro brasileiro. Em A Revista, explica como as decisões econômicas impactam o dia a dia das pessoas e das empresas.

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