O início do ano costuma ser estratégico para investidores focados em renda passiva. O mês de janeiro reúne empresas com histórico consistente de distribuição de proventos, permitindo antecipar fluxos de caixa e planejar aportes com base em dados recorrentes. Em 2026, quatro ações ganham destaque por previsibilidade, valores recentes e expectativa de novos anúncios: Caixa Seguridade (CXSE3), Banco Santander Brasil (SANB3), Banco Pine (PINE4) e Taesa (TAEE11).
Caixa Seguridade (CXSE3): dividendo confirmado em janeiro
A Caixa Seguridade inicia 2026 com pagamento confirmado. O valor anunciado é de R$ 0,35 por ação, com data-com em 3 de janeiro de 2026 e pagamento em 16 de janeiro de 2026. O rendimento pontual equivale a cerca de 2,2%, reforçando a política recente de dividendos trimestrais, que projeta retorno anual próximo de 8%.
No campo de valuation, o ativo negocia acima de estimativas conservadoras de preço-base quando se considera apenas o dividendo atual, o que reduz a margem de segurança para novas compras. Ainda assim, a previsibilidade do fluxo trimestral mantém a ação como referência para quem prioriza constância de renda.
Santander Brasil (SANB3): histórico sólido e expectativa estável
O Santander apresenta um dos calendários mais previsíveis da bolsa brasileira. Nos últimos anos, a instituição manteve quatro distribuições anuais, com recorrência em janeiro, abril, julho e outubro. Entre 2020 e 2025, não houve falhas no pagamento em janeiro.
A análise dos últimos três rendimentos de janeiro indica valores concentrados entre R$ 0,19 e R$ 0,21 por ação, o que sugere expectativa em torno de R$ 0,20 para 2026, caso a política seja mantida. Esse padrão reduz a volatilidade das projeções e permite estimar o impacto do dividendo antes mesmo do anúncio oficial.
Banco Pine (PINE4): dividendos menores, mas recorrentes
O Banco Pine não se destaca por dividendos elevados no mês de janeiro, mas chama atenção pela regularidade. O histórico recente mostra pagamentos em janeiro, abril e julho, sem interrupções nos últimos três anos.
A média dos últimos dividendos de janeiro fica próxima de R$ 0,11 por ação, o que representa um rendimento mais modesto, porém consistente. Para investidores que utilizam estratégias baseadas em valor patrimonial e lucro por ação, o ativo segue no radar por potencial de valorização de longo prazo, ainda que o dividendo de janeiro seja complementar e não o principal atrativo.
Taesa (TAEE11): expectativa para completar o payout
Reconhecida como uma das principais pagadoras de dividendos do setor elétrico, a Taesa apresenta um comportamento mais concentrado ao longo do ano, com maior previsibilidade em maio, agosto e novembro. Em janeiro, os pagamentos ocorreram de forma pontual em anos anteriores, mas não se repetiram de maneira contínua.
A expectativa para 2026 está ligada à política de payout entre 90% e 100% do lucro líquido regulatório. Considerando o lucro acumulado de 2025 e a prática adotada desde 2024, existe a possibilidade de um dividendo complementar ser anunciado em janeiro ou, alternativamente, em maio, para fechar o exercício. A definição depende do resultado do quarto trimestre de 2025, mas o histórico operacional reduz a probabilidade de ausência de distribuição.
Estratégia para o investidor de dividendos
A observação do calendário e dos valores pagos nos últimos anos permite direcionar aportes de forma mais eficiente. Empresas com histórico previsível tendem a anunciar dividendos próximos às médias anteriores, o que facilita o planejamento da renda passiva.
No mês de janeiro, a combinação entre dividendo confirmado (CXSE3), previsibilidade bancária (SANB3 e PINE4) e expectativa de complemento relevante (TAEE11) cria um cenário favorável para quem busca iniciar o ano com recebimentos recorrentes, sem depender exclusivamente de eventos extraordinários.
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