A recuperação da Solana voltou a colocar seu ecossistema no radar dos investidores que buscam oportunidades além das maiores criptomoedas do mercado.
Negociada perto de US$ 118 no fim de setembro, a SOL permanece distante das projeções mais agressivas que circulam entre investidores, algumas delas falando em US$ 500, US$ 1.000 ou até valores superiores.
Mais importante do que tentar prever um preço exato, porém, é observar o que está acontecendo dentro da própria rede.
E é justamente aí que três nomes começam a chamar atenção: Kamino, Jupiter e Raydium.
São projetos diferentes, com modelos de negócio distintos, mas que possuem algo em comum: dependem diretamente do crescimento da atividade econômica dentro do ecossistema Solana.
O crescimento da Solana vai muito além do preço da SOL
A Solana deixou há algum tempo de ser apenas uma aposta em uma blockchain rápida e barata.
A rede desenvolveu uma economia própria formada por exchanges descentralizadas, plataformas de empréstimos, stablecoins, protocolos de liquidez e, mais recentemente, aplicações ligadas à tokenização de ativos tradicionais.
Isso muda a maneira como o investidor pode acompanhar a rede.
Em vez de observar apenas a cotação da SOL, é possível analisar indicadores como:
| Indicador | O que mostra |
|---|---|
| TVL | Quanto capital está depositado em aplicações DeFi |
| Volume em DEXs | Intensidade das negociações descentralizadas |
| Stablecoins | Capital disponível para movimentação dentro da rede |
| Usuários ativos | Utilização real da blockchain |
| Receita dos protocolos | Capacidade das aplicações de gerar atividade econômica |
Quanto maior a utilização da rede, maior tende a ser a disputa entre os protocolos que tentam capturar parte desse capital.
É nesse ponto que entram Kamino, Jupiter e Raydium.
Kamino ganha espaço no mercado de empréstimos
A Kamino Finance tornou-se um dos principais protocolos financeiros construídos sobre Solana.
Sua proposta é permitir operações como depósitos, empréstimos e estratégias de liquidez utilizando ativos digitais como garantia.
Na prática, o protocolo funciona como parte da infraestrutura financeira da rede.
O crescimento da tokenização também abriu uma nova frente.
Produtos ligados a ações tokenizadas já utilizam estratégias envolvendo a Kamino dentro da Solana, ampliando as possibilidades de utilização da plataforma.
Isso não significa que o token necessariamente acompanhará o crescimento do protocolo na mesma proporção.
Mas mostra por que a Kamino passou a ser observada por investidores interessados na expansão do DeFi da Solana.
Jupiter se transforma em uma espécie de superapp da Solana
Outro projeto central é a Jupiter.
A plataforma começou a ganhar espaço principalmente como agregadora de exchanges descentralizadas, buscando as melhores condições de negociação entre diferentes pools de liquidez.
Com o tempo, porém, a operação se expandiu.
Hoje, o ecossistema Jupiter envolve diferentes produtos financeiros, incluindo negociação de ativos, operações recorrentes, derivativos e ferramentas de liquidez.
Isso coloca a plataforma em uma posição estratégica.
Quanto maior o número de investidores negociando dentro da Solana, maior tende a ser a importância das aplicações utilizadas para encontrar liquidez e executar essas operações.
É justamente essa característica que transforma a Jupiter em um dos projetos mais acompanhados da rede.
Raydium pode ganhar força com aumento das negociações
A terceira peça dessa disputa é a Raydium, uma das exchanges descentralizadas mais conhecidas da Solana.
Seu desempenho está diretamente relacionado à atividade de negociação dentro da blockchain.
Quando o volume cresce, protocolos responsáveis por fornecer liquidez e executar trocas entre tokens costumam registrar maior utilização.
Há ainda uma nova variável entrando nessa equação: ações e ETFs tokenizados.
O mercado de ativos tradicionais registrados em blockchain avançou em 2026 e ampliou a possibilidade de integração entre finanças tradicionais e protocolos descentralizados.
Produtos que representam economicamente ativos como ações e ETFs já circulam em diferentes aplicações on-chain.
Para a Solana, isso pode representar uma nova fonte de volume.
Por que esses tokens podem subir mais que a própria Solana?
Existe uma lógica matemática por trás da procura por tokens menores.
Ativos com capitalização inferior precisam receber menos dinheiro novo para apresentar grandes variações percentuais.
Imagine, de maneira simplificada:
- um ativo avaliado em US$ 100 bilhões recebendo US$ 1 bilhão adicional;
- outro avaliado em US$ 1 bilhão recebendo o mesmo fluxo proporcionalmente relevante.
O efeito sobre o segundo tende a ser muito maior.
Essa assimetria ajuda a explicar por que tokens ligados a protocolos específicos podem valorizar mais rapidamente durante períodos de euforia.
Mas o inverso também é verdadeiro.
O risco também aumenta — e muito
Investidores não devem interpretar uma capitalização menor apenas como oportunidade.
Ela também representa risco.
Tokens menores costumam apresentar:
- menor liquidez;
- oscilações mais violentas;
- dependência de um único protocolo;
- riscos envolvendo contratos inteligentes;
- possibilidade de mudanças na tokenomics;
- concentração de tokens;
- quedas superiores às registradas pelas maiores criptomoedas.
Uma altcoin capaz de subir 200% ou 300% durante uma expansão do mercado também pode perder grande parte do valor quando o ciclo se inverte.
Por isso, comparar somente o potencial de valorização produz uma visão incompleta.
Solana a US$ 500 ou US$ 1.000?
Projeções envolvendo esses patamares precisam ser tratadas como cenários, e não como previsões.
Com SOL perto de US$ 118, alcançar US$ 500 exigiria uma valorização superior a 300%.
Chegar a US$ 1.000 significaria uma multiplicação ainda maior e exigiria um crescimento expressivo da capitalização de mercado da rede.
Nada impede matematicamente que isso aconteça.
Mas também não existe garantia de que ocorrerá neste ciclo — nem de que a trajetória seria linear.
O preço dependerá de fatores como entrada de capital no mercado cripto, adoção institucional, utilização da blockchain, crescimento das stablecoins, ambiente regulatório e comportamento do Bitcoin.
O sinal mais importante pode estar dentro da própria rede
O ponto mais interessante da tese envolvendo Solana talvez não seja uma previsão de preço.
É a transformação da blockchain em uma infraestrutura financeira cada vez mais ampla.
Stablecoins, empréstimos, exchanges descentralizadas, ativos tokenizados e aplicações financeiras estão disputando usuários e capital dentro do mesmo ecossistema.
Se essa atividade continuar crescendo, protocolos como Kamino, Jupiter e Raydium estarão entre os nomes naturalmente acompanhados pelo mercado.
O investidor, porém, precisa separar crescimento de utilização de promessa de valorização.
Uma rede pode crescer sem que todos os seus tokens tenham bom desempenho.
E justamente por apresentarem maior potencial de alta, ativos menores também carregam riscos significativamente superiores aos da própria Solana.
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Aviso: este conteúdo possui caráter exclusivamente informativo e educacional e não constitui recomendação de compra, venda ou investimento em criptomoedas ou qualquer outro ativo financeiro.
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