O BYD Song Pro Flex 2027 chega às concessionárias brasileiras com preços sugeridos de R$ 176.990 na versão GL e R$ 199.990 na GS. A principal novidade está sob o capô: o SUV híbrido plug-in agora aceita gasolina, etanol ou qualquer mistura entre os dois combustíveis, além de continuar permitindo recarga externa da bateria.
Produzido em Camaçari, na Bahia, o modelo é apresentado como o primeiro híbrido plug-in flex fabricado no Brasil. O projeto de adaptação do conjunto mecânico exigiu cerca de dois anos de desenvolvimento e investimento de R$ 100 milhões, segundo informações divulgadas pela companhia à Reuters.
Além da nova motorização, o Song Pro recebeu mudanças no desenho dianteiro, interior redesenhado, sistema multimídia com serviços do Google, suspensão recalibrada e ampliação dos recursos de assistência ao motorista.
BYD Song Pro Flex 2027: preços e versões
O SUV continua disponível nas configurações GL e GS. A versão de entrada tem bateria de 13,1 kWh, enquanto a mais completa utiliza um conjunto de 18,3 kWh.
| Versão | Preço sugerido | Bateria | Potência combinada | Autonomia elétrica informada | 0 a 100 km/h |
|---|---|---|---|---|---|
| Song Pro Flex GL | R$ 176.990 | 13,1 kWh | 218 cv | Até 57 km | 8,6 segundos |
| Song Pro Flex GS | R$ 199.990 | 18,3 kWh | 219 cv | Até 72 km | 8,8 segundos |
As autonomias de 57 km e 72 km seguem o padrão informado para o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular. Na prática, a distância percorrida sem acionar o motor a combustão pode variar conforme velocidade, relevo, temperatura, uso do ar-condicionado, carga transportada e estilo de condução.
Os dados técnicos divulgados no lançamento indicam que o novo conjunto entrega menos potência que o modelo anterior. A GL passou de 223 cv para 218 cv, enquanto a GS caiu de 235 cv para 219 cv. O torque máximo declarado é de 30,6 kgfm.
Também houve perda de desempenho. O modelo anterior fazia a aceleração de zero a 100 km/h em aproximadamente 7,9 segundos. No Song Pro Flex, o tempo informado é de 8,6 segundos na GL e 8,8 segundos na GS. Em contrapartida, o consumidor passa a contar com a possibilidade de abastecer com etanol e com maior autonomia elétrica homologada. Os principais números foram detalhados pela Quatro Rodas.
Motor flex amplia as opções, mas economia depende do uso
O sistema DM-i 5.0 combina um motor 1.5 aspirado flex com um propulsor elétrico. Na maior parte das situações, o motor elétrico movimenta o veículo, enquanto a unidade a combustão pode trabalhar como geradora de energia ou auxiliar diretamente na tração.
Para o consumidor, a maior vantagem é a flexibilidade. Quem dispõe de carregamento em casa ou no trabalho pode realizar parte dos deslocamentos diários sem consumir combustível. Em viagens mais longas, o tanque de 52 litros elimina a dependência de encontrar carregadores no trajeto.
Isso não significa, porém, que o custo de utilização será automaticamente menor. A economia dependerá da frequência de recarga, do preço da energia elétrica, da relação de preços entre etanol e gasolina e do consumo real em cada combustível.
Um híbrido plug-in tende a entregar seu melhor resultado financeiro quando a bateria é carregada regularmente. Se o motorista utilizar o veículo predominantemente com a bateria descarregada, o peso adicional do sistema elétrico pode reduzir parte da vantagem esperada.
Recarga continua limitada à corrente alternada
O Song Pro Flex aceita carregamento em corrente alternada de até 6,6 kW, mas não possui recarga rápida em corrente contínua.
Considerando um carregador capaz de fornecer a potência máxima suportada pelo veículo, a recarga pode levar aproximadamente duas horas na GL e perto de três horas na GS. Em uma tomada residencial comum, o tempo poderá ser consideravelmente maior.
A ausência de carregamento rápido não costuma ser decisiva para quem recarrega durante a noite, mas deve ser considerada por consumidores que dependem de eletropostos públicos ou pretendem recuperar a autonomia elétrica durante viagens.
O SUV mantém a função V2L, que permite utilizar a bateria para alimentar equipamentos externos por meio de adaptador compatível. A disponibilidade do acessório e suas condições de uso devem ser confirmadas na concessionária.
Interior renovado e serviços do Google
O painel foi redesenhado e passou a adotar acabamento predominantemente preto. O seletor de marchas saiu do console central e foi transferido para a coluna de direção, liberando mais espaço para porta-objetos.
A central multimídia giratória de 12,8 polegadas agora incorpora o Google Automotive Services. O sistema permite utilizar mapas, comandos de voz e aplicativos compatíveis diretamente no veículo, sem depender integralmente do celular. Apple CarPlay e Android Auto sem fio continuam disponíveis.
Entre os equipamentos informados estão painel digital, carregador de celular por indução de 50 W, chave digital por NFC e porta-malas com abertura elétrica.
Na configuração GS, a lista inclui teto solar panorâmico com abertura, vidros dianteiros laminados, ar-condicionado de duas zonas e ajustes elétricos para os bancos dianteiros.
O Song Pro mede 4,74 metros de comprimento, 1,86 metro de largura e 1,71 metro de altura. A distância entre-eixos é de 2,71 metros. O porta-malas comporta 530 litros e pode chegar a 1.482 litros com os bancos traseiros rebatidos.
O modelo não utiliza estepe e oferece um kit de reparo. Essa solução libera espaço e reduz peso, mas pode ser insuficiente em casos de rasgo ou dano mais grave no pneu.
Segurança foi ampliada desde a versão de entrada
As duas versões têm seis airbags e recursos de assistência à condução. A GL passa a oferecer piloto automático adaptativo, frenagem automática de emergência, assistente de permanência em faixa, alerta de mudança de faixa, reconhecimento de placas e farol alto automático.
A GS acrescenta monitoramento de ponto cego, alerta de tráfego cruzado traseiro e aviso de abertura de porta. A fabricante também informa que a suspensão independente — McPherson na dianteira e multilink na traseira — foi recalibrada para as condições brasileiras.
A promessa é entregar melhor absorção de impactos sem comprometer a estabilidade. O resultado efetivo, entretanto, dependerá de avaliações independentes e testes em diferentes tipos de pavimento.
O Song Pro Flex realmente chegou pelo mesmo preço?
A afirmação exige contexto. A versão GS mantém o preço sugerido de R$ 199.990, valor que já aparecia nas condições comerciais da marca.
Na GL, o novo preço sugerido é de R$ 176.990. Antes do lançamento, unidades 2026/2027 da configuração anterior chegaram a ser anunciadas promocionalmente por R$ 161.490 em condições válidas até 31 de julho de 2026, conforme a página de campanhas da BYD.
Portanto, a comparação muda conforme a referência utilizada: preço de tabela, oferta promocional ou negociação efetiva na concessionária. O consumidor deve observar também frete, pintura, acessórios, seguro, financiamento e eventuais bônus aplicados ao veículo usado.
IPVA pode ser menor em São Paulo
Em São Paulo, a legislação prevê isenção de IPVA até o fim de 2026 para determinados veículos híbridos flex ou movidos a etanol, respeitado o limite de valor e as demais exigências técnicas.
A Lei estadual nº 18.065 estabelece limite de R$ 250 mil, atualizado pelo IPCA, e determina alíquotas graduais de 1% em 2027, 2% em 2028, 3% em 2029 e 4% a partir de 2030.
Os preços sugeridos das duas versões do Song Pro Flex estão abaixo do limite original. Ainda assim, a concessão do benefício depende do enquadramento do veículo nas regras da Secretaria da Fazenda, da documentação e do cadastro estadual. O comprador deve confirmar a elegibilidade antes de fechar o negócio. Em outros estados, as regras são diferentes.
Produção em Camaçari reforça estratégia da BYD
O lançamento também tem peso industrial. A BYD está transformando a fábrica de Camaçari em sua principal base produtiva na região e prevê investir R$ 5,5 bilhões na operação.
A companhia trabalha para ampliar a participação de componentes nacionais e informou que pretende superar 50% de conteúdo local em seus veículos produzidos no país até janeiro de 2027. A fabricação brasileira pode reduzir prazos logísticos e exposição a importações, mas não garante, isoladamente, queda de preços ou menor custo de manutenção.
Para o mercado automotivo, o Song Pro Flex amplia a concorrência entre SUVs eletrificados ao combinar recarga externa, motor flex e produção nacional. A resposta dos consumidores dependerá do desempenho real com etanol, da rede de assistência, do custo do seguro e do comportamento do modelo no mercado de usados.
O QUE OBSERVAR AGORA
Principal ponto de atenção: o custo real de utilização dependerá da frequência de recarga e da diferença de preço entre energia elétrica, etanol e gasolina em cada região.
Risco ou limitação: o SUV perdeu potência e desempenho, não oferece carregamento rápido em corrente contínua e utiliza kit de reparo no lugar do estepe.
Próximo dado importante: testes independentes de consumo, a atualização da etiquetagem oficial do modelo flex e os primeiros números completos de emplacamentos mostrarão como o Song Pro se comporta fora das condições de lançamento.
A garantia informada é de seis anos ou 200 mil quilômetros para o veículo de uso particular e de oito anos ou 200 mil quilômetros para a bateria, prevalecendo o que ocorrer primeiro. Coberturas, exclusões e exigências de manutenção devem ser consultadas no manual de garantia.
Para o consumidor, o Song Pro Flex 2027 oferece mais liberdade de abastecimento, maior autonomia elétrica homologada e um pacote tecnológico mais completo. A decisão, contudo, deve considerar não apenas o preço de compra, mas também a estrutura disponível para recarga, o seguro, a manutenção, os impostos e o perfil real de utilização.
Aviso: este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e jornalístico. Não representa recomendação de compra, venda ou manutenção de ações, FIIs, títulos públicos, títulos privados, criptomoedas ou qualquer outro ativo financeiro. Antes de investir, avalie seu perfil, seus objetivos, os riscos envolvidos e consulte profissionais autorizados, se necessário.
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