Beneficiários do Gás do Povo relatam que algumas revendas estariam cobrando valores adicionais para liberar a recarga do botijão de gás de cozinha, mesmo quando a família leva o vasilhame até o ponto de troca. As denúncias mencionam cobranças de R$ 10, R$ 15 e até R$ 20 em diferentes cidades, o que acendeu um alerta entre famílias inscritas em programas sociais.
Pelas regras oficiais, o programa garante gratuidade na recarga do botijão de gás de cozinha de 13 kg para famílias contempladas. A Caixa informa que o benefício funciona com pagamento do valor de referência diretamente ao revendedor cadastrado, enquanto documentos oficiais do programa reforçam que a recarga é gratuita ao beneficiário.
O que está sendo denunciado
Os relatos apontam que algumas famílias teriam sido orientadas a pagar uma taxa adicional para conseguir retirar o botijão cheio. Em alguns casos, beneficiários afirmam que foram pessoalmente à revenda, levando o botijão vazio por conta própria, e mesmo assim teriam sido cobrados.
A diferença é importante: uma coisa é a cobrança por serviço adicional de entrega, quando o beneficiário pede para a revenda levar o botijão até sua residência; outra é cobrar apenas para liberar a recarga no ponto de troca. Segundo as perguntas frequentes do programa, as revendas não podem cobrar valor pela recarga gratuita do botijão, mas pode haver cobrança por itens ou serviços que não fazem parte da recarga, como entrega, instalação ou fornecimento do vasilhame quando a família não apresenta o botijão.
O botijão do Gás do Povo já está pago?
Sim. No modelo do Gás do Povo, o beneficiário não recebe o dinheiro em conta para comprar o gás livremente. O programa funciona por meio de um crédito vinculado à retirada da recarga em revendas credenciadas.
A orientação oficial é que o governo paga o valor da recarga diretamente para a revenda cadastrada. Por isso, a família beneficiária não deve complementar o valor do botijão quando estiver apenas fazendo a troca regular do vasilhame vazio por um cheio em uma revenda participante.
Quando a revenda pode cobrar algum valor?
A cobrança pode ocorrer em situações específicas que não fazem parte da recarga gratuita. O ponto central é diferenciar o valor do gás, que é coberto pelo programa, de serviços extras.
| Situação | Pode cobrar? | Explicação |
| Recarga do botijão de 13 kg pelo Gás do Povo | Não | O benefício cobre a recarga para a família contemplada |
| Taxa para “liberar” o botijão na revenda | Não | A recarga já é paga pelo programa à revenda credenciada |
| Entrega na casa do beneficiário | Pode haver cobrança | Se a família solicitar entrega, a taxa pode ser cobrada à parte |
| Instalação do botijão | Pode haver cobrança | Se for um serviço solicitado pelo beneficiário |
| Fornecimento de vasilhame | Pode haver cobrança | Caso a família não apresente o botijão vazio para troca |
Quem tem direito ao Gás do Povo
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, têm direito ao programa famílias inscritas no CadÚnico, com cadastro atualizado há pelo menos 24 meses, renda familiar per capita de até meio salário mínimo e CPF regular do responsável familiar. O programa prioriza famílias beneficiárias do Bolsa Família e aquelas com duas ou mais pessoas na composição.
Esse ponto também explica uma das dúvidas recorrentes entre beneficiários: famílias unipessoais podem não estar entre os grupos priorizados, já que as regras oficiais dão preferência a famílias com duas ou mais pessoas e beneficiárias do Bolsa Família.
Como consultar o benefício e encontrar revenda credenciada
O beneficiário pode consultar a situação do Gás do Povo pelo portal oficial do programa, informando o CPF do responsável familiar cadastrado no CadÚnico. A plataforma também permite localizar revendas credenciadas por estado, município, bairro ou CEP.
Essa consulta é importante porque o benefício só deve ser usado em revendas habilitadas. Caso a família procure um estabelecimento não credenciado, pode não conseguir realizar a troca pelo programa.
O que fazer se houver cobrança indevida
Se a família for cobrada para retirar a recarga gratuita do botijão, o ideal é guardar o máximo de informações possíveis: nome da revenda, endereço, valor cobrado, data da tentativa de retirada e, se houver, comprovante de pagamento.
A denúncia pode ser feita aos canais oficiais de atendimento ao consumidor e aos órgãos de fiscalização locais. Também é recomendável buscar orientação no CRAS do município, especialmente quando a família tem dúvidas sobre o cadastro, a liberação do benefício ou a revenda indicada.
Mudança no modelo gerou dúvidas entre beneficiários
Parte da insatisfação relatada por beneficiários vem da mudança no formato do antigo auxílio. Antes, muitas famílias recebiam o valor junto aos pagamentos sociais e usavam o dinheiro para comprar o gás diretamente. No novo modelo, o benefício passa a ser direcionado à recarga do botijão em revendas credenciadas.
A intenção do governo é garantir que o recurso seja usado exclusivamente para o gás de cozinha, mas a mudança também exige mais orientação aos beneficiários e fiscalização sobre as revendas. Quando há cobrança indevida, a família pode acabar pagando duas vezes: uma pelo programa, que já cobre a recarga, e outra diretamente ao estabelecimento.
O Gás do Povo garante a recarga gratuita do botijão de 13 kg para famílias contempladas. A revenda pode cobrar por entrega, instalação ou vasilhame quando esses serviços forem solicitados ou necessários, mas não pode exigir taxa apenas para liberar a recarga coberta pelo programa.
As denúncias de cobrança extra mostram que a fiscalização e a informação ao beneficiário serão decisivas para evitar abusos. Para quem recebe o benefício, a principal orientação é simples: se a cobrança for pela recarga do botijão no ponto de troca, o valor não deve ser exigido.
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